Blog Drible de Corpo

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Marcos Paulo Lima

Análises, opinião e lembranças do arco-da-velha sobre o futebol. 5.139 publicações

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Inviolável em 7 de 12 jogos, defesa leva Vasco à semi da Sul-Americana

Classificação do Gigante da Colina para enfrentar o Boca Juniors por uma vaga na final única de 21 de novembro é resultado da obediência a uma regra básica em copas: não sofrer gol

A festa dos jogadores com a torcida depois da classificação para as semifinais. Foto: Matheus Lima/Vasco

Uma das virtudes do Vasco na Copa Sul-Americana é o cumprimento de um tutorial quase obrigatório para clubes e/ou seleções interessados em ter êxito nesse formato de competição: não sofrer gol. A Espanha, por exemplo, foi vazada apenas uma vez em oito jogos na campanha do bi na Copa do Mundo deste ano.

O time cruzmaltino entrou em campo 12 vezes no torneio continental — e não foi vazado em sete. Isso ajuda a explicar a classificação contra o Independiente Santa Fe nas quartas de final e a possibilidade, sim, de passar pelo Boca Juniors na semifinal e decidir o título em 21 de novembro no Estádio Metropolitano Roberto Meléndez, em Barranquilla.

O Vasco segurou o empate por 0 x 0 com o Independiente Santa Fe em Bogotá. Isso abriu a possibilidade de avançar em São Januário. O time de Pedro Emanuel novamente não sofreu gol e contou com a noite iluminada de dois atacantes: Bruno Duarte e David aproveitaram as chances e colocaram a bola no fundo da rede. Não há defesa sem um ataque efetivo.

A solidez defensiva na Copa Sul-Americana é um mérito tanto de Renato Gaúcho como de Pedro Emanuel. O Vasco também não foi vazado duas vezes contra o Barracas Central, duas vezes em duelos contra o Olimpia e em um jogo contra o Independiente Medellín.

Adicionando a ida e a volta contra o Independiente Santa Fe, temos uma amostra contra quatro times diferentes na campanha do Gigante da Colina.

A defesa do Vasco na vitória por 2 x 0 em São Januário teve Léo Jardim, Pumita Rodríguez, o aplaudido Saldivia, Robert Renan e Lucas Piton. À frente do quinteto, o par de volantes Santiago Sosa e Ramon Rique. Lucas Freitas e Thiago Mendes renovaram o gás.  

Há outros dois pontos importantes. Pedro Emanuel está sabendo manusear um elenco escasso de talento e consegue montar times competitivos a cada jogo.

Venceu o Grêmio na Arena, em Porto Alegre e passou pelo Independiente Santa Fe em dois jogos. Antes, havia jogado bem na derrota para o Fluminense por 1 x 0 pelo Brasileirão. Há uma evolução.

Independentemente da formação inicial do Vasco na Copa Sul-Americana, o time costuma ser agressivo na competição internacional. E disparado o time com a melhor média de chances criadas por partida. A questão é uma característica do Boca Juniors.

O próximo adversário tem como maior qualidade a troca de passes certos, mas falaremos mais sobre isso no momento certo, ou seja, antes do início de algo que a torcida do Vasco esperava havia 15 anos: a presença em uma semifinal de torneio sul-americano.

Em 2011 foi contra a Universidad de Chile. A próxima começa em La Bombonera. Os dois gigantes da América do Sul não se encontravam desde a fase de grupos da extinta Copa Mercosul de 2001.