Vasco de Renato Gaúcho: letal e vulnerável pelo alto

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Spinelli usou a cabeça para fazer o segundo gol do Vasco na virada: Foto: Matheus Lima/Vasco

Quatro gols de cabeça em três jogos. O técnico Renato Gaúcho encontrou nas tramas pelas pontas, nos dribles para clarear espaço, nos cruzamentos para a área e na eficiência no aproveitamento da bola aérea um recurso letal para iniciar o trabalho no clube com sete pontos em nove disputados. Em contrapartida, três dos cinco gols sofridos foram assim.

Cauan Barros havia balançado a rede duas vezes de cabeça no empate por 3 x 3 com o Cruzeiro no Mineirão. A virada contra o Fluminense é construída com outros dois. Um do argentino Spinelli e outro do volante e capitão Thiago Mendes.

Um dos motivos para o sucesso desse artifício ofensivo são as combinações pelos lados do campo. Andrés Gómez é infernal com Cuiabano pela esquerda. Nuno Moreira tem trabalhado bem com Paulo Henrique ou Pumita Rodríguez na direita. Movimentos coordenados por quem foi um dos melhores pontas da história do futebol brasileiro.

Escrevi na contratação do Renato Gaúcho que o Vasco seria Andrés Gómez e mais 10. O campo prova a minha teoria. O Portaluppi adora jogadores com as características que ele tinha nos tempos de boleiro. O colombiano o representa dentro das quatro linhas. Bagunçou as defesas do Palmeiras, do Cruzeiro e do Fluminense.

Os números traduzem o êxito do Vasco nas bolas aéreas. É o time com mais cruzamentos certos por jogo com média de 7 por partida. Um outro detalhe é coragem do time para finalizar. O Gigante da Colina lidera no quesito chutes a gol com média de 19 por partida. A equipe cruzmaltina é a terceira colocada em arremates certos por partida com 6,1.

A bola aérea é uma solução, mas também um problema da defesa de Renato Gaúcho. O Cruzeiro balançou a rede do Vasco três vezes assim no empate por 3 x 3 no Mineirão. Cristian, Villarreal e Japa aproveitaram-se da fragilidade do setor protegido pelos zagueiros Saldivia e Robert Renan. A impressão é de que não deu tempo de ajustar o posicionamento.

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Marcos Paulo Lima

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