Rafael Paiva tem 62% de aproveitamento em nove jogos como interino do Vasco. Foto: Leandro Amorim/Vasco
O sucesso de Rafael Paiva no papel de técnico interino do Vasco começa a lembrar a ascensão de um outro técnico por acaso do time carioca. Em 2011, o auxiliar Cristóvão Borges assumiu a prancheta na virada do turno depois do afastamento de Ricardo Gomes. O treinador havia sofrido um AVC à beira do campo no estádio Nilton Santos no Clássico dos Milhões pela última rodada do primeiro turno do Campeonato Brasileiro.
Cristóvão Borges assumiu o Vasco em quarto lugar com 35 pontos, ganhou mais 34 no segundo e cruzou a linha de chegada com 69, dois atrás do campeão Corinthians (71). É a melhor performance do time de São Januário na era dos pontos corridos. O interino virou efetivado e levou o Vasco às quartas de final da Libertadores na temporada seguinte. Não chegou às semifinais porque o goleiro Cássio operou milagre cara a cara com Diego Souza.
O aproveitamento de Cristóvão Borges no segundo turno do Campeonato Brasileiro de 2011 no papel de interino foi de 59,6%. O desempenho de Rafael Paiva nas nove partidas como responsável por escalar o Vasco é de 62,9%. Quase um empate com Cristóvão.
Rafael Paiva tem seis partidas como técnico do Vasco desde a saída de Álvaro Pacheco depois da derrota para o Criciúma por 4 x 0, em São Januário. Ele também havia ocupado o cargo em três jogos entre a saída de Ramón Díaz e a chegada de Álvaro Pacheco. Portanto, no total, são nove partidas sob a batuta de Rafael Paiva: 5 vitórias, 2 empates e 2 derrotas — uma para o Bahia, na Fonte Nova, e outra diante do Athletico-PR, na Arena da Baixada.
Um dado interessante no trabalho de Rafael Paiva é a diminuição da média de idade dos titulares. O Vasco derrota o Corinthians com uma formação inicial na casa dos 27,7 anos. O time titular bateu 29,2 com Álvaro Pacheco na derrota para o Palmeiras por 2 x 0 e tinha 28,4 na goleada sofrida para o Criciúma, em São Januário, por 4 x 0.
Uma outra virtude da reação comandada por Rafael Paiva é o sistema tático 4-2-3-1. O modelo se repetiu em sete dos nove jogos sob a batuta dele. As configurações alternativas foram o 4-3-3 na derrota para o Atletico-PR e o 3-4-3 no empate por 0 x 0 com o Fortaleza. A ousadia é outro ponto a destacar. Contra o Botafogo, Lucas Piton atuou como uma meia esquerda e Victor Luís assumiu a lateral esquerda no empate por 1 x 1, em São Januário.
Twitter: @marcospaulolima
Instagram: @marcospaulolimadf
TikTok: @marcospaulolimadf
Gustavo Marques conseguiu piorar uma das semanas mais vergonhosas do futebol nesse sábado na eliminação…
A tolerância zero com técnicos de futebol chegou ao futebol feminino. Atual pentacampeão da…
As entrevistas coletivas de Filipe Luís são ótimas. Dificilmente deixam perguntas sem respostas. No entanto,…
Luiz Carlos Souza tinha um tabu pessoal. O técnico do Gama jamais havia passado da…
O Botafogo acumula seis derrotas consecutivas na temporada. Perdeu duas vezes para o Fluminense e…
Philippe Coutinho é mais um ídolo a dar um basta na relação tóxica com torcedores…