Dos seis clubes brasileiros na primeira fase, três já deram adeus ao torneio. Foto: Divulgação/Santos
Independentemente do que acontecer com o Corinthians na noite desta quarta-feira contra o Racing, na Argentina, o futebol brasileiro amarga o maior vexame no atual formato da Copa Sul-Americana. Dos seis clubes do país, três deram adeus ao torneio: Bahia, Chapecoense e Santos. Corinthians e Fluminense estão em apuros e decidirão a vaga fora de casa. É possível que o Botafogo seja o único remanescente verde-amarelo na segunda fase da competição. O Glorioso é o único tupiniquim classificado até agora ao passar pelo Defensa Y Justicia.
Havia uma fase nacional na Copa Sul-Americana até 2016. Os clubes brasileiros duelavam entre si para avançar à etapa internacional da competição. O regulamento mudou em 2017. As equipe do país passaram a enfrentar equipes de fora logo de cara. O Cruzeiro, por exemplo, deu adeus diante do Nacional, do Paraguai. No ano passado, o Atlético-MG não passou pelo San Lorenzo, da Argentina. Eliminações em série na fase inicial, como em 2019, é novidade.
A dificuldade dos clubes brasileiros contra alguns adversários medianos ou até inexpressivos da América do Sul pesa mais do que a eliminação. Há exceções. É aceitável, por exemplo, o Corinthians não passar pelo Racing. Afinal, são duas camisas pesadas do futebol sul-americano. A queda do Santos no confronto com o genérico River Plate do Uruguai, não. O Bahia rodou contra o Liverpool, do Uruguai; e a Chapecoense no duelo com o Unión La Calera, do Chile.
Se há algo positivo na eliminação do Santos é a convicção de Jorge Sampaoli no que ele pensa sobre futebol. ”Eliminação incomoda, mas isso continua. Pensávamos em passar, mas defendemos uma ideia clara de jogo e fomos eliminados por uma equipe que tentou nos anular. Temos que ratificar a ideia. Sabemos que um estilo não vai acabar por uma eliminação. Temos que pensar no futuro e seguir crescendo como grupo, brindando o futebol que demos ao torcedor até agora”, disse Sampaoli na entrevista coletiva pós-jogo.
Fernando Diniz também tenta pensar fora da caixinha. Deseja montar um time diferente. Teve dificuldade no empate por 0 x 0 com o Antofagasta, do Chile, mas, ao que parece, não abrirá mão das convicções dele. “Eles vieram com uma proposta de se defenderem e foram bem. Sempre difícil produzir contra uma defesa que marca bem e em um espaço curto. Os jogos que não vencemos foram contra duas equipes (Vasco e Antofagasta) que marcam em bloco baixo e congestionam muito a entrada da área”, analisou o treinador do Fluminense.
Jorge Sampaoli e Fernando Diniz são técnicos que amam a bola. Se possível, conquistarão títulos ou amargarão vexames com a pelota debaixo do braço. O Peixe caiu no Pacaembu com 73% de posse de bola contra 27% do River Plate uruguaio. O tricolor terminou o jogo contra o Antofagasta com 78% de posse contra 22% do adversário. Ambos estão no caminho certo. Falta curar uma doença grave de quase todos os times que adotam esse estilo: a falta de contundência nas finalizações. Entender que, em algum momento, é necessário desgrudar da bola, abrir mão da troca de passes, para finalizar, colocá-la onde interessa: no fundo da rede.
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