Terceira final de Copa do Brasil do Flamengo em 10 anos é linha do tempo da revitalização do clube

Compartilhe

Em 2013, a gestão do ex-presidente Eduardo Bandeira de Mello levava o Flamengo aos trancos e barrancos ao título da Copa do Brasil pela última vez. Era o início de uma revolução comprometida por cortes na própria carne, como a devolução de Vágner Love ao CSKA Moscou a fim de diminuir gastos. O tricampeonato no mata-mata nacional foi conquistado com um time modesto: Felipe; Léo Moura, Wallace, Samir e André Santos; Amaral, Elias, Luiz Antônio e Carlos Eduardo; Hernane Brocador e Paulinho.

O esforço contínuo para colocar a casa em ordem em uma época sem SAF quase foi recompensado com o tetra em 2017. O bom time do Cruzeiro e alguns equívocos na montagem do elenco não permitiram, mas a escalação do Flamengo na campanha do vice mostrava um time mais forte em relação ao de 2013 e o rápido processo de revitalização financeira do clube. Alex Muralha; Pará, Réver, Juan e Trauco; Cuéllar, Willian Arão e Diego; Berrío, Paolo Guerrero e Everton.

Ao golear o São Paulo por 4 x 1 nas semifinais da Copa do Brasil deste ano, o Flamengo dá uma prova final aos cartolas concorrentes da importância de levar a sério a reconstrução de um clube. O Flamengo está na final pela terceira vez com o timaço que trabalhou para construir: Santos; Rodinei, David Luiz, Léo Pereira e Filipe Luís; Thiago Maia, Éverton Ribeiro e João Gomes; Arrascaeta; Gabriel Barbosa e Pedro. O banco ainda tem Diego Alves, Vidal, Everton Cebolinha, Marinho, o lesionado Rodrigo Caio, Ayrton Lucas…

As três finais em 10 anos são uma linha do tempo de um case de sucesso assinado por Dorival Júnior na pobreza e na riqueza. Basta lembrar que ele foi o primeiro técnico da era de reconstrução do Flamengo. O primeiro comandante de Eduardo Bandeira de Mello não chegou à final da Copa do Brasil de 2013 porque não aceitou diminuir o salário durante o Campeonato Carioca. Jorginho, Mano Menezes e o último técnico campeão da Copa do Brasil à frente do time, Jayme de Almeida, tocaram o projeto a longo prazo.

Dorival Júnior leva o Flamengo de volta à final na terceira passagem pelo clube com um trabalho irretocável. Eliminou Atlético-MG e Athletico-PR, ou seja, dois dos últimos três campeões da Copa do Brasil. Superou um São Paulo valente nas duas partidas. O tricolor foi superior ao adversário nas duas partidas, mas faltou um time à altura do clube carioca.

Campeão contra o Goiás em 1990, o Vasco em 2006 e o Athletico-PR na edição de 2013, o Flamengo nunca trabalhou tão duro para chegar a uma final com a pujança financeira deste ano. Independentemente do rival na final — Fluminense ou Corinthians — é favorito. Se ganhará o título ou não são outros quinhentos. A linha do tempo das três finais em 10 anos, sim, são a maior conquista de um clube que se reergueu para devolver à torcida aquele trecho do hino de Lamartine Babo: “É o maior prazer vê-lo brilhar”. Na final da Copa do Brasil e da Libertadores.

Siga no Twitter: @marcospaulolima

Siga no Instagram: @marcospaulolimadf

Marcos Paulo Lima

Posts recentes

  • Esporte

Lucas Paquetá x Memphis Depay: parceria no Lyon vira duelo na Supercopa Rei

  Possíveis adversários em campo neste domingo na Supercopa Rei, às 16h, no Estádio Mané…

16 horas atrás
  • Esporte

Líder, Botafogo expõe Tite ao ridículo de um 4 x 0 depois de 13 anos

Tite lembra o músico de instrumento de sopro que perdeu a embocadura. O Cruzeiro é…

2 dias atrás
  • Esporte

Prévia da 1ª rodada do Brasileirão 2026: análise, curiosidades, palpites e onde assistir

Brasileirão – Série A 2026  Prévia jogo a jogo da #rodada 1   Atlético-MG x…

3 dias atrás
  • Esporte

A geração 2019 do Flamengo segue vencendo fora das quatro linhas

O inesquecível Flamengo da temporada de 2019 sob o comando de Jorge Jesus começa a…

4 dias atrás
  • Esporte

Copa do Mundo de Clubes 2029: o desafio do Brasil contra concorrentes árabes

Cobaia da primeira edição do Mundial de Clubes da Fifa em 2000 na conquista do…

5 dias atrás
  • Esporte

Brasiliense 1 x 2 Gama: clássico faz 25 anos tratado como jogo qualquer

O Campeonato do Distrito Federal tem um clássico para chamar de seu há quase 25…

6 dias atrás