Supercopa do Brasil: gramado do Mané pode ter rastros de evento realizado dentro do campo a uma semana da final e prejudicar o “padrão CBF”

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Agendado para o Estádio Mané Garrincha muito antes de a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmar a arena para ser o palco da Supercopa do Brasil, o evento evangélico The Send Brasil — realizado neste sábado simultaneamente no Mané, Morumbi e Allianz Parque — deve prejudicar a estética do campo para a final do próximo domingo, às 11h, entre os campeões do Brasileirão (Flamengo) e da Copa do Brasil (Athletico-PR).

O evento aconteceu em cima do gramado. Na tentativa de protegê-lo, foram usados tablados. Apesar do esforço preventivo, há risco de os danos causados pelo palco instalado no piso e o trânsito do público não serem corrigidos a tempo na semana da decisão. A maior preocupação dos organizadores é com as marcas deixada pelas sapatas dos tablados no campo de jogo. A primeira data da Supercopa do Brasil era 19 de janeiro. Depois, o estádio foi reservado para março até ser anunciada oficialmente para 16 de fevereiro. O The Send Brasil havia garantido agenda na arena multiuso com a antecedência. Portanto, sem culpa pela proximidade da realização da matinê de futebol do próximo domingo.

As críticas ao gramado são recorrentes desde a inauguração do estádio, em 2013. Houve problemas em competições de ponta como a Copa das Confederações, a Copa do Mundo, os Jogos Olímpicos do Rio-2016 e o Brasileirão. A Supercopa arrisca não passar impune.

Em entrevista recente ao blog, o presidente da CBF, Rogério Caboclo, disse que a entidade monitoraria com rigor a qualidade do piso do Mané Garrincha a fim de evitar problemas na Supercopa do Brasil. “A gente está de olho em tudo, tenha certeza disso”, comentou. Portanto, a semana será de cobranças por excelência.

No ano passado, Filipe Luís, lateral-esquerdo do Flamengo, reclamou publicamente do gramado no programa Bem, Amigos!, e citou especificamente o Mané Garrincha depois do Clássico dos Milhões contra o Vasco. “A gente foi jogar em Brasília agora (contra o Avaí) e o campo estava ruim. Há duas semanas, estava bom. Não sei quem, mas não dão valor suficiente ao gramado”, reclamou o jogador rubro-negro.

Na contramão de Filipe Luís, o técnico Jorge Jesus elogiou o piso da arena candanga. “A grama do Mané Garrincha é muito melhor que a do Maracanã, é mais rápida e diferente. A forma como a grama nasce é diferente”, comentou à época.

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Marcos Paulo Lima

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