O Vasco é dependente de Léo Jardim na Copa do Brasil desde o ano passado. Foto: Matheus Lima/Vasco.
É preciso ter cuidado para não cair na armadilha da boa vontade com o técnico Fernando Diniz. Ele nem precisa disso. Trata-se de um dos melhores profissionais do país. O técnico do Vasco tem tudo para fazer um bom trabalho, mas a exibição contra o Operário-PR foi mais do mesmo. Nada diferente do que fizeram Ramón Díaz e Rafael Paiva na edição do ano passado da Copa do Brasil: avançou nos pênaltis com protagonismo de Léo Jardim.
O Vasco é um eterno canteiro de obras. Fernando Diniz assumiu recentemente o papel de engenheiro da vez. O trabalho tem doses homeopáticas do conceito autoral do treinador. Cedo demais para qualquer exigência. Afinal, o dinizismo demanda tempo e paciência.
O comportamento do Vasco contra o Operário lembrou as exibições do ano passado na Copa do Brasil. Embora tenha alcançado as semifinais, o time cruzmaltino caminhou o tempo inteiro no fio da navalha. A classificação na segunda fase foi agoniada. Houve empate por 3 x 3 com Água Santa e triunfo do Gigante da Colina nos pênaltis por 4 x 1. Léo Jardim defendeu uma cobrança e colabou com o acesso à terceira fase do torneio.
Como foi a série contra o Fortaleza pela terceira fase da Copa do Brasil no ano passado? Nos pênaltis depois do empate por 3 x 3, em São Januário. O goleiro Léo Jardim novamente vestiu a capa de super-herói e garantiu a passagem às oitavas de final.
O Vasco voltou a avançar na decisão por pênaltis nas quartas de final do ano passado contra o Athletico-PR, na Ligga Arena, em Curitiba. Léo Jardim novamente brilhou ao defender a cobrança de Cannobio. O meia se transferiu para o Fluminense neste ano.
Em 2024, o Vasco era um time programado para sobreviver sob os comandos de Ramón Díaz e depois com Rafael Paiva. Não dá para esperar nada diferente disso neste início do trabalho de Fernando Diniz. Como o técnico afirmou na entrevista coletiva, o importante era a classificação na terceira partida dele como treinador cruzmaltino.
O time apresenta algumas assimilações ao método de trabalho de Fernando Diniz. Deu para notar, por exemplo, um Vasco organizado no 3-2-5 ofensivamente. Os zagueiros João Victor e Luiz Gustavo ganhavam a companhia de Hugo Moura na linha defensiva de três. Tchê Tchê ganhava a companhia de Lucas Piton por dentro.
Paulo Henrique tinha o corredor aberto na direita, como se fosse um ponta, e atraía a aproximação de Rayan. Do outro lado, Philippe Coutinho e Nuno Moreira associavam-se. Vegetti era a referência, mas também recuava para permitir a Rayan e Nuno atacar espaço.
A engrenagem começa a funcionar com posse de bola de 53%. A desatenção defensiva nas bolas alçadas na área continua. A inversão de bola da direita para a esquerda e o espaço para o cruzamento Cristiano na cabeça de Ademilson são inaceitáveis.
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