Sub-24 em Tóquio, futebol olímpico masculino não sofria adaptação tão relevante desde os anos 1990

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A Fifa não fazia adaptação tão relevante no regulamento do torneio de futebol masculino dos Jogos Olímpicos desde a década de 1990. A partir de Barcelona-1992, ou seja, há 28 anos, a competição passou a ser disputada apenas por jogadores sub-23. Em Atlanta-1996, a entidade passou a admitir a inclusão de três jogadores acimada da idade. A regra se consolidou em Sydney, Atenas, Pequim, Londres e no Brasil. Até Seul-1988, havia autorização para usar jogadores profissionais, mas houve exceção. Só puderam ir à Coreia do Sul jogadores que jamais tivessem disputado a Copa do Mundo. Tudo para evitar que o torneio olímpico se tornasse concorrente da menina dos olhos da Fifa.

Com a pandemia do novo coronavírus e o adiamento dos Jogos de Tóquio-2020 para 23 de julho a 8 de agosto de 2021, a Fifa decidiu manter 1º de janeiro de 1997 como data de nascimento inicial para as convocações e praticamente transforma a próxima edição excepcionalmente em sub-24. Os 16 países seguem autorizados a chamar três atletas mais experientes. Quanto ao futebol feminino, não há limite de idade.

A decisão correta da Fifa alivia seleções de ponta confirmadas no megaevento. Antes da paralisação do futebol, o técnico André Jardine havia convocado o atual campeão Brasil para amistosos que não aconteceram. Dos 21 escolhidos, 11, ou seja, mais da metade, chegarão ao torneio do ano que vem com 24 anos. São os casos, por exemplo, de Lucas Paquetá (Milan), Gabriel Jesus (Manchester City), Richarlison (Everton), David Neres (Ajax) e tantos outros.

Entre os principais concorrentes do Brasil, a Argentina poderá levar Lautaro Matínez ao Japão. A França não deve desperdiçar a oportunidade de convocar Dembélé e Theo Martínez. A Espanha provavelmente contará com Vallejo, Oyarzabal, Mayoral e Soler.

Cada uma das 16 seleções terá direito a convocar 18 jogadores para os Jogos Olímpicos, sendo 15 até 24 anos e outros três acima da idade limite. Há seleções que abrem mão da experiência. Não foi o caso do Brasil na campanha do inédito ouro na edição do Rio-2016. O técnico Rogério Micale elegeu o goleiro Wéverton, o meia Renato Augusto e o atacante Neymar.

A partir de agora, o drama das seleções é a liberação dos atletas para os Jogos Olímpicos. Afinal, a Eurocopa e a Copa América também foram adiadas para o meio do ano que vem. Logo, a proximidade entre os eventos e o início da temporada europeia podem dificultar as escolhas dos treinadores. Não que isso seja novidade em anos olímpicos.

Dos 16 países que disputarão o título, 14 estão definidos. Faltava apenas a Concacaf, que agrega as américas Central, do Norte e nações do Caribe apontar seus representantes. Além do anfitrião Japão estão garantidos: França, Alemanha, Romênia, Espanha, Argentina, Brasil, Egito, Costa do Marfim, África do Sul, Austrália, Arábia Saudita, Coreia do Sul e Nova Zelândia.

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Marcos Paulo Lima

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