Stock Car não é disputada em Brasília desde a temporada 2014. Foto: Vicar/Stock Car
Promotora da Stock Car, a Vicar confirmou, nesta sexta-feira, duas informações antecipadas em primeira mão aqui no blog, em 18 de fevereiro e em 5 de abril: o Autódromo Internacional Nelson Piquet é candidatíssimo a receber a última prova desta temporada, em 12 de dezembro. Hoje, o circuito abriga um dos hospitais de campanha em apoio aos pacientes da covid-19. O plano da Vicar e do parceiro BRB é deixar o traçado pronto em sete meses para receber a corrida da principal categoria do automobilismo nacional. Brasília também flerta com a Copa Truck.
O circo da Stock Car não desembarca em Brasília há seis anos. A última vez foi em 27 de abril de 2014. Naquela temporada, o autódromo recebeu duas etapas da competição no mesmo dia. Átila Abreu venceu a primeira e Thiago Camilo triunfou na segunda prova.
“Acho que falo em nome de todo fã brasileiro ao dizer que estou muito feliz com a retomada do autódromo de Brasília, que está inativo desde 2014. É uma das pistas mais importantes do continente, tanto por ser na nossa Capital Federal, quanto por sua história, qualidade do seu traçado e por ser berço de nomes como Nelson Piquet, Alex Dias Ribeiro, Roberto (Pupo) Moreno e tantos outros”, afirmou Fernando Julianelli, CEO da Vicar.
Como revelou o blog em abril, a Stock Car e o Banco de Brasília (BRB) assinaram patrocínio de R$ 7 milhões. A estatal viabilizaria a reforma. “Brasília tem tradição no automobilismo. Participar da recuperação do autódromo, e poder trazer a Capital Federal de volta ao circuito da Stock Car, a mais importante categoria nacional do automobilismo, é motivo de orgulho para o BRB”, afirma o presidente do Banco, Paulo Henrique Costa.
A reforma do autódromo é um compromisso de campanha do governador Ibaneis Rocha. Daí a pressa de cumprir a promessa antes de 2022, ano de eleições. “Nossa expectativa é de realizar uma grande festa de inauguração em dezembro, na última etapa da Stock Car. Mas, para isso, é preciso que a pista tenha condições de receber um evento do porte da Stock e também seja homologada pela CBA e FIA com certificação de nível 3″, detalha Julianelli.
A Terracap e o BRB devem anunciar, em breve, a licitação para a execução das obras no Autódromo Nelson Piquet. O circuito foi inaugurado em 1974, tem originalmente 5.476 metros e permaneceu ativo até 2014, quando foi iniciada uma reforma não concluída. O traçado recebeu 39 provas da principal categoria brasileira.
No ano passado, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, cancelou o edital da parceria público-privada do autódromo. Elaborado na gestão do antecessor, Rodrigo Rollemberg, o texto previa concessão por 35 anos à empresa ou consórcio vencedor. As regras do jogo foram criticadas pelo Tribunal de Contas do DF. A licitação previa contrato de R$ R$ 73.176.202,26. Do total, R$ 38,8 milhões para reformas – R$ 24,8 milhões com investimentos da iniciativa privada. O teto de dinheiro público foi estipulado em R$ 14 milhões, montante questionado pelo TCDF.
Em entrevista ao Correio Braziliense no ano passado, o CEO da Arena BSB, Richard Dubois, um dos interessados em assumir o autódromo, falou sobre o andamento da licitação para concessão à iniciativa privada.
“Não tenho controle sobre o caminho que está sendo seguido. (O autódromo) tem uma rentabilidade muito pior. Houve uma manifestação do governo que queria um autódromo mais capaz de receber eventos internacionais. A nossa proposta é de que o autódromo seja FIA 3 para provas nacionais e sul-americanas, ou seja, sem condições de receber a Fórmula 1. A gente consegue colocar eventos nacionais, como Fórmula 3, Stock Car e Fórmula E. Na nossa visão, esse retorno econômico de provas internacionais não é viável. Se Brasília quiser um autódromo FIA 3, temos todo interesse. O governo decide se quer investir, se quer colocar mais dinheiro”, comentou.
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