Julgamento da liminar que mantém Ednaldo na CBF fica esvaziada. Foto: Mauro Pimeintel/AFP
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou na manhã desta quarta-feira (13/12) o recurso apresentado pelo presidente destituído da CBF, Ednaldo Rodrigues, para permanecer no cargo. A decisão foi proferida às 9h10 e, portanto, mantém a entidade máxima do futebol brasileiro sob intervenção de José Perdiz. O presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) afastou-se do cargo oficialmente na terça-feira para tocar a CBF. Ele, inclusive, participa de reuniões na entidade nesta manhã e tem 30 dias úteis para convocar eleição. A mobilização nos bastidores é frenética.
Afastado do cargo na última quinta-feira por decisão judicial, Ednaldo Rodrigues contratou uma equipe de nove advogados capitaneados pelo ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para apresentar o recurso. O Dream Team conta, ainda, com um sobrenome famoso. Rafael Barroso Fontelles é sobrinho do recém-empossado presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luis Roberto Barroso. Igor Sant’Anna Tamasauskas, Pierpaolo Cruz Bottini, Gamil Föppel el Hireche, Gabriel Oliveira de Melo, Renato Fais, Otávio Ribeiro Lima Mazieiro e Giovanna Santos Beneton completam a “seleção”.
Segundo consta na movimentação processual disponibilizada no site do STJ, a decisão proferida pela ministra Maria Thereza de Assis Moura é: “pedido não conhecido”. Logo, as pretensões deduzidas por Ednaldo Rodrigues não foram deferidas pela relatora. Os detalhes dos fundamentos utilizados pela relatora só serão conhecidos quando houver a disponibilização, cuja publicação está prevista para esta quinta-feira (14/12).
Em 2018, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) moveu uma ação contra a CBF. Entendia que o estatuto da entidade descumpria a Lei Pelé, cujo texto previa peso igualitário no colégio eleitoral entre as 27 federações, os 20 clubes da Série A e os 20 da B. Del Nero havia mudado. Atribuiu peso três às entidades estaduais (base de sustentação), dois aos times da primeira e um para os da segunda divisão. Enquanto a ação contrária a isso corria, Rogério Caboclo caiu sob acusação de assédio moral e sexual contra uma funcionária. Em 5 de outubro, o ex-dirigente foi inocentado pelo STJ.
Vice mais velho à época do escândalo, Ednaldo Rodrigues assumiu a CBF interinamente. Agiu rapidamente e negociou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o MPRJ. O pleito anterior, de Caboclo, tornou-se inválido. Ednaldo convocou outra eleição, concorreu e triunfou nas urnas por aclamação. Os vices Gustavo Feijó e Castellar Neto sentiram-se prejudicados. Perderam o mandato com Caboclo e acionaram a Justiça questionando o TAC. Para eles, Ednaldo fazia parte do combo de vices, deveria ter saído e não tinha legitimidade para se candidatar — e muito menos assumir em definitivo.
Alegaram, ainda, que o juízo de 1º grau não tinha competência para homologar o acordo. O interino resistiu, herdou a caneta de Caboclo e a ação de Feijó e Castellar parecia adormecida, porém saiu das gavetas com força depois de articulações de dois ex-presidentes banidos do futebol pela Fifa: Ricardo Teixeira e Marco Polo Del Nero.
O desfecho do Caso Ednaldo Rodrigues mexe com o tabuleiro de xadrez político do futebol brasileiro. O próprio Ednaldo e outros personagens atacam o colégio eleitoral formado pelas 27 federações, os 20 clubes da Série A e os 20 da B. Antes, é necessário o apoio de oito federações e de cinco clubes para protocolar a candidatura.
Twitter: @marcospaulolima
Instagram: @marcospaulolimadf
TikTok: @marcospaulolimadf
Gustavo Marques conseguiu piorar uma das semanas mais vergonhosas do futebol nesse sábado na eliminação…
A tolerância zero com técnicos de futebol chegou ao futebol feminino. Atual pentacampeão da…
As entrevistas coletivas de Filipe Luís são ótimas. Dificilmente deixam perguntas sem respostas. No entanto,…
Luiz Carlos Souza tinha um tabu pessoal. O técnico do Gama jamais havia passado da…
O Botafogo acumula seis derrotas consecutivas na temporada. Perdeu duas vezes para o Fluminense e…
Philippe Coutinho é mais um ídolo a dar um basta na relação tóxica com torcedores…