Favoritos, Manchester City, Bayern, Real e Chelsea estão do mesmo lado. Foto: Fabrice Coffrini/AFP
Em ano sem Copa do Mundo, a Champions League é referência exclusiva na disputa pelos principais prêmios individuais do planeta — a Bola de Ouro e o Fifa The Best. O sorteio dos duelos das quartas de final e dos demais cruzamentos nesta sexta-feira, em Nyon, na Suíça, acomodou os favoritos a número 1 do mundo do mesmo lado no chaveamento e praticamente formou uma espécie de mata-mata entre eles na corrida pelas indicações. Dos cinco jogadores agraciados nos últimos 15 anos, três estão fora da disputa — Cristiano Ronaldo, Lionel Messi e Lewandowski — e dois seguem no páreo: Modric e Benzema. Neymar e Mbappé também rodaram. Assim, é possível que jovens promessas como Vinicius Junior e Erling Haaland marquem o início de uma nova era na caça às estatuetas.
Artilheiro isolado da Champions League com 10 gols, o norueguês Erling Haaland terá pela frente o Bayern de Munique na próxima fase. O centroavante tem tudo para ser eleito número 1 se o Manchester City finalmente conquistar a Orelhuda. A conquista inédita poderia ter se concretizado em 2021, mas a trupe de Pep Guardiola perdeu para o Chelsea. Além de Haaland, a trupe inglesa desfruta do meia-atacante De Bruyne na fila dos prêmios.
Adversário do Manchester City, o Bayern de Munique aposta no eficiente jogo coletivo. Assim, despachou o Paris Saint-Germain nas oitavas de final, mas ostenta candidatos ao trono. O senegalês Sadio Mané, por exemplo, é o atual número 2 do planeta segundo o colégio eleitoral da revista France Football. Ficou atrás do vencedor da Bola de Ouro — o francês Karim Benzema. Nomes como Sané e Musiala não devem jamais ser descartados.
O Real Madrid tem dois candidatos ao prêmio. Autor do gol do título na temporada passada, Vinicius Junior é o artilheiro do Real Madrid na Liga dos Campeões com seis gols. Aclamado Bola de Ouro em 2022, Benzema costuma desequilibrar na fase de mata-mata. O francês acumulou duas bolas na rede nas oitavas de final contra o Liverpool. Jamais devemos descartar Luka Modric. O veterano meia de 37 anos unificou os prêmios da publicação francesa e da entidade máxima do futebol em 2018.
O Chelsea não tem nomes badalados, porém conta com jovens promissores capazes de figurar em breve ao menos na lista dos indicados. É o caso, por exemplo, do atacante português João Felix. Bom de bola o menino. Vai que ele embala uma sequência de gols decisivos das quartas de final em diante. O ótimo Enzo Fernández aos poucos se enturma.
É provável que o melhor do mundo em 2023 seja um astro do Manchester City, Bayern de Munique, Real Madrid ou Chelsea. Motivo: do outro lado da chave há poucas grifes, ou seja, mais espírito operário do que individualismos. A exceção é o centroavante Lukaku. O poder de decisão da estrela da Internazionale fez a diferença no duelo com o Porto nas oitavas de final. Resolver confrontos de mata-mata é ótimo argumento para convencer os jurados.
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