Final da Supercopa terá impacto no balanço de 2020: FFDF teve direito a 371.188. Foto:: Ed Alves/CB/DA/Press
Turbinada pela realização de seis jogos no Mané Garrincha que renderam taxas de pouco mais de R$ 948 mil; pelo repasse anual de R$ 975 mil da CBF e pelo fim do aluguel/condomínio de R$ 8 mil, a Federação de Futebol do Distrito Federal registrou o sétimo maior superavit do país em 2019, atrás apenas das entidades coirmãs do Rio Grande do Sul, Pernambuco, Rio de Janeiro, Goiás, Paraná, São Paulo e muito à frente, por exemplo, de Minas Gerais e Santa Catarina.
Publicado em maio, o balanço da FFDF indica lucro de R$ 587,6 mil no ano passado. Parte da receita vem da taxa legal de 5% a que a entidade tem direito em qualquer partida realizada em estádios da capital. Fluminense, Avaí, Vasco, CSA, Botafogo e a Seleção Brasileira mandaram partidas no Mané Garrincha. Os jogos renderam montante de R$ 948.139,55, mas a entidade ainda tem a receber. Como revelou o blog no início do ano, os promotores de Avaí x Flamengo ainda têm dívidas com as federações do DF e de Santa Catarina. A FFDF reclama na Justiça ausência de repasse de R$ 17 mil referente a camarotes. A final da Supercopa do Brasil deste ano, no Mané Garrincha, terá impacto no balanço de 2020. A FFDF teve direito a R$ 371,800,00.
O repasse anual de R$ 975 mil para as federações também turbinou — e muito nas contas. A FFDF recebe mensalmente R$ 80 mil da CBF. Na verdade, seria R$ 85 mil. Porém, a entidade máxima do futebol brasileiro retém R$ 5 mil mensalmente para cobrir empréstimo de R$ 200 mil do então presidente Erivaldo Alves ao Ceilândia para a disputa da Série D. O valor não foi contabilizado no balanço financeiro e levou o dirigente ao impeachment. Além da mesada, as 27 federações recebem da CBF valores variáveis para apoio aos times que disputaram as séries C e D. No caso do DF, a Série D e a Copa Verde no ano passado. A cidade foi representada por Sobradinho e Brasiliense.
Receita da FFDF com jogos de fora em Brasília
Fluminense x Corinthians: R$ 58.948,50
Avaí x Flamengo: R$ 189.033,65
Vasco x Flamengo: R$ 260.645,15
CSA x Flamengo: R$ 147.483,25
Botafogo x Palmeiras: R$ 97.987,75
Catar x Brasil: R$ 194.041,25Total: R$ 948.139,55
Outro motivo para o superavit da FFDF é a casa própria. A entidade desembolsava R$ 8 mil no pagamento de aluguel e condomínio. Há pouco tempo, passou a operar em uma sala no Setor de Rádio e TV Sul. “Com certeza, essas receitas fizeram a diferença. No caso do aluguel, por exemplo, tivemos uma redução considerável nos gastos e a porcentagem que nos é de direito dos jogos que vêm de fora são fundamentais para sanar nossas dívidas e realizar, inclusive, nossas competições”, diz ao blog o presidente Daniel Vasconcelos. O dirigente é um dos 27 beneficiados com salário líquido de R$ 14.882,81 pago pelo CBF a cada dos mandatários das federações.
Questionado sobre o sétimo lugar entre as federações que deram lucro no ano passado (veja ranking levantado pelo colega Marcel Rizzo no fim do post), o dirigente comentou. “Na verdade, os resultados que estamos alcançando são por consequência de um trabalho responsável transparente. Desde que assumi a presidência, venho tentando sanar dívidas passadas e sendo cauteloso com os gastos inevitáveis. Para pensar em algo maior, a FFDF precisa primeiramente estar equilibrada no aspecto financeiro”.
Embora o balanço seja positivo, o blog apurou que há batalhas jurídicas. Uma delas é de 2000 e diz respeito a prestação de contas relativo a repasse de dinheiro público. O valor estimado das ações se aproxima de R$ 10 milhões. A entidade também foi condenada em algumas ações trabalhistas — uma delas chega a R$ 800 mil. O presidente admite os problemas, mas preferiu não comentar as gestões dos antecessores.
Recentemente, a FFDF teve direito ao repasse emergencial de R$ 120 mil da CBF para amenizar os prejuízos causados pela pandemia do novo coronavírus. Questionado pelo blog sobre o destino do repasse, Daniel Vasconcelos justificou: “Nós havíamos recebido esse recurso em 24 de março. Quando eles anteciparam, disseram que era o repasse do mês de dezembro. Não seria doação, mas uma antecipação do mês de dezembro, consequentemente a gente não receberia. O que eu fiz? Paguei o 13º dos funcionários, férias vencidas de quase todo mundo, alguns impostos. Depois, quando a CBF soltou a medida emergencial para os clubes e as federações, fomos informados de que a antecipação não seria cobrada em dezembro, ou seja, seria anistiado. Então, eu já tinha usado esse dinheiro quando foi noticiado que a CBF faria esse repasse”, explica Daniel. Parte da receita foi usada, ainda, para quitar e antecipar algumas taxas de arbitragem do Candangão. Os profissionais do apito confirmam que não há pendências financeiras.
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