Sete anos na vida de Diniz: carrasco do Tite a campeão da Libertadores

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Audax, de Diniz, elimina o Corinthians, de Tite, nos pênaltis no Paulista de 2016. Foto: Reprodução/SporTV

Há sete anos, Fernando Diniz era o técnico do Audax Osasco na semifinal do Campeonato Paulista contra o Corinthians de um técnico chamado Adenor Leonardo Bachi, o Tite. O modesto time da Grande São Paulo foi até a Neo Química Arena e deu holofote ao dinizismo no duelo tático contra o técnico mais badalado do Brasil à época.

Houve empate por 2 x 2 no tempo normal. O Audax Osasco esteve duas vezes à frente no placar com gols de Bruno Paulo, ex-Flamengo, e do volante Tchê Tchê, hoje no Botafogo. Dois gols de André recolocaram o Corinthians no jogo e a vaga para a decisão foi decidida nas cobranças de pênaltis. O Audax venceu por 4 x 2 e avançou no Estadual. O Timão havia vencido o adversário por 1 x 0 na primeira fase.

Tite estava a dois meses de assumir a Seleção Brasileira. No ano anterior, havia levado o Corinthians ao título do Campeonato Brasileiro de maneira inquestionável. Encantava e tinha o nome sugerido pela crítica para assumir o lugar de Dunga. O capitão do tetra acumulava fiascos nas Eliminatórias para a Copa de 2018 e teria uma baita casca de banana pela frente no meio do ano: a Copa América Centenário. Dunga caiu depois da derrota por 1 x 0 para o Peru e a eliminação na fase de grupos. Tite assumiu.

O duelo com Diniz serviu de trailer da carreira de Fernando Diniz. O Audax Osasco encantava com ideias fora da caixinha. Decidiu o título com o Santos e amargou o vice. Tite reconheceu o potencial do treinador depois da eliminação.

“O Fernando Diniz é um grande técnico e tem possibilidade de passar aos seus atletas, como metodologia e coragem de vir para o jogo, não ficar com a bunda atrás. Grande jogo, parabéns ao Audax!. “São duas equipes que procuram jogar futebol. Não é guerra, porrada, falta”, rendeu-se Tite.

Nem o melhor adivinhador do mundo cravaria Fernando Diniz como sucessor de Tite na Seleção Brasileira, mas aconteceu. Ambos se reencontrarão hoje em papéis invertidos. O gaúcho de Caxias do Sul (RS) comanda o Flamengo. Mineiro de Patos, Fernando Diniz é o sucessor dele na prancheta verde-amarela. Tem quatro jogos no cargo. Chegará a seis neste mês nos duelos com a Colômbia, em Barranquilla, e a Argentina, no Rio.

O respeito é mútuo. Em setembro, Fernando Diniz elogiou o o trabalho e legado de Tite depois da goelada por 5 x 1 contra a Bolívia no início das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026. “Peguei um time muito bem estruturado pelo Tite, tanto na parte tática, apesar da forma diferente de jogar, e no relacional, de se dar bem, entre os jogadores, e colocamos algumas ideias”, afirmou.

Quando eliminou Tite, Fernando Diniz tinha no currículo os títulos modestos da Copa Paulista e da Série A3 pelo Votoraty, ambos em 2009; e da Copa Paulista de 2010 pelo Paulista de Jundiaí. No reencontro, ostenta o Carioca e a Libertadores, ambos em 2023.

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Marcos Paulo Lima

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