O abraço de Pablo no agora técnico Hernán Crespo: centroavantes de ofício. Foto: Rubens Chiri/SPFC
Nada melhor para um ex-centroavante como o técnico Hernán Crespo do que ter disponível no elenco um matador limitado, é verdade, mas oportunista em clássicos. Entre tapas e beijos com a torcida, Pablo é esse cara: balançou a rede na goleada por 4 x 0 contra o Santos no terceiro jogo do São Paulo sob nova direção. Na noite desta sexta-feira, fez a diferença no triunfo por 1 x 0 sobre o Palmeiras, no Allianz Parque, e ganhou mais pontos com o chefe. Crespo não esconde o desejo de ter uma grife no comando de ataque. Enquanto não é possível, se vira com Pablo.
Não parece, mas Pablo é uma espécie de senhor dos clássicos com a camisa do São Paulo. Em 2019, na temporada em que desembarcou no Morumbi, anotou em dérbis contra Corinthians e Palmeiras. Na temporada passada, fez dois gols no duelo com o Santos.
A responsabilidade no clássico era toda do São Paulo. O tricolor jogou com o time titular e o Palmeiras mandou a campo o time possível depois dos vices em Brasília, na Supercopa do Brasil e da Recopa Sul-Americana. Bem treinada, a trupe de Crespo soube aproveitar o bom teste antes da estreia na Libertadores contra o Sporting Cristal, terça-feira, no Peru.
Pablo: oportunismo em clássicos
6 gols em 5 clássicos
- 17/02/2019 – Corinthians 2 x 1 São Paulo (1 gol)
- 13/07/2019 – São Paulo 1 x 1 Palmeiras (1 gols)
- 14/03/2020 – São Paulo 2 x 1 Santos (2 gols)
- 06/03/2021 – São Paulo 4 x 0 Santos (1 gol)
- 16/04/2021 – Palmeiras 0 x 1 São Paulo (1 gol)
Gostei de ver o Daniel Alves na posição de origem. Atuou no papel de ala-direito no sistema com três zagueiros do São Paulo. Foi justamente dele o cruzamento para o gol de Pablo. Um prêmio a um centroavante esforçado, nada mais do que isso. No lance anterior ao gol, Pablo atrapalhou uma ação ofensiva. À beira do campo, Crespo preparava a entrada de Eder, provavelmente no lugar de Pablo. O gol mudou os planos. Pablo saiu depois para a entrada de Vitor Bueno.
Daniel Alves foi o escape do São Paulo na direita porque o Palmeiras soube neutralizar a banda esquerda do adversário. Reinaldo teve facilidade em jogos anteriores. Nesta sexta, não. Daí a relevância do deslocamento de Dani do meio de campo para a ala-direita. Apreciei, também, a boa exibição de Rodrigo Nestor, do quarteto defensivo e o espírito, a entrega da equipe.
O Palmeiras mal tem tempo de respirar. Abel Ferreira testou formação com três zagueiros e um trio no ataque para espelhar o adversário. Até poderia ter empatado o clássico no fim. Sem tempo para treinar, o time voltará a campo contra o Botafogo-SP no domingo. Três dias depois, iniciará a defesa do título da Libertadores contra o Universitario, no Peru. Além de vitórias, a demanda alviverde é por tempo para reinstalar o backup daquele time campeão continental e da Copa do Brasil no fim da temporada passada. O tempo é o maior inimigo a essa altura.
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