Jonas Schmidt-Chanasit lutou contra vírus como Ebola, Zika e está na cruzada contra a Covid-19
Dos 215 países filiados à Fifa, 165 paralisaram suas competições e 52 mantêm a bola rolando, a maioria na África, o continente menos atingido pelo novo coronavírus. Em meio à pandemia, os cartolas tentam agendar na marra a volta das competições. Na contramão, um badalado virologista alemão recomenda que a indústria do futebol só volte ao batente em 2021.
Jonas Schmidt-Chanasit, 40 anos, é professor de Arbovirologia na Universidade de Hamburgo e diretor adjunto do Centro Colaborador da Organização Mundial da Saúde para Arbovírus e referência em Febre Homorrágica no Instituto Bernhard Nocht de Medicina Tropical. Casado e pai de um filho, Jonas lidera grupos de trabalho sobre vírus emergentes e reemergentes, como Ebola, Borna, Zika, Usutu, entre outros. Um dos focos são os vírus transmitidos por mosquitos. Investiga a interação do Arbovírus e seus vetores e tem mais de 200 artigos publicados em publicações especializadas como New England of Medicine e The Lancet.
“Não é realista pensar que esta temporada (2019/2020) possa terminar, basta verificar qual é a situação em toda a Europa e ainda aquilo que está para vir. Nesse sentido, não há previsão de que o futebol possa recomeçar. Só no início do próximo ano, no mínimo”, avaliou Jonas Schmidt-Chanasit em entrevista ao canal de tevê NDR, com uma alfinetada à Uefa.
“Não é realista pensar que esta temporada (2019/2020) possa terminar, basta verificar qual é a situação em toda a Europa e ainda aquilo que está para vir. Nesse sentido, não há previsão de que o futebol possa recomeçar. Só no início do próximo ano, no mínimo”
Jonas Schmidt-Chanasit, virologista
A entidade máxima do Velho Continente adiou a Euro-2020 para 2021, mas agendou as decisões da Champions League e da Europa League para julho deste ano, acreditando no controle do coronavírus em três meses. “O futebol tem uma grande influência na dinâmica de disseminação do vírus”, argumenta Jonas Schmidt-Chanasit.
O virologista descarta inclusive a hipótese de mais jogos com portões fechados. “Não é possível porque as pessoas iriam se encontrar para assistir aos jogos. Não subestimem esta pandemia e avaliem bem como e quando podem voltar a realizar espetáculos esportivos”.
Na América do Sul, o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, estimou a paralisação da Libertadores até 5 de maio. No entanto, o coronavírus avança rapidamente pelo continente. As competições estão suspensas nos 10 países filiados à entidade na região. Há risco de que, em breve, as Américas do Norte, Central e do Sul virem o epicentro da pandemia. Assim como a Eurocopa, a Copa América foi adiada para o ano que vem.
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