A Confederação Brasileira de Futebol se apega ao artigo 13, parágrafo 4º do Regulamento Geral das Competições da CBF 2016 para tentar impedir o Flamengo de jogar as 19 partidas — ou no mínimo oito — da Série A como mandante no Mané Garrincha. Foi o que explicou em entrevista ao blog o secretário-geral da CBF, Walter Feldman. Segundo ele, o pedido rubro-negro foi levado ao departamento jurídico da entidade, que achou problemas legais.
“O Flamengo pediu para que o Mané Garrincha seja a sua casa alternativa neste ano olímpico no Rio de Janeiro. Consultamos o jurídico da CBF e do ponto de vista legal isso não é possível. Para jogar fora do estado (Rio), o Flamengo precisa da concordância dos adversários, isso está previsto no Regulamento Geral das Competições da CBF. O Flamengo pede para que o Mané seja a sua casa, consequentemente, não quer pedir a concordância do adversário. Isso está previsto no Regulamento Geral das Competições da CBF. Se houver um acordo jogo a jogo com a federação carioca e o adversário…”, deixou em aberto Feldman na entrevista ao blog na tarde desta sexta-feira.
O artigo 13, parágrafo 4º do Regulamento Geral das Competições da CBF diz: “Em caso de transferência de partida para outros estados, o clube mandante deverá obter, por escrito, a aprovação e concordância de todos os envolvidos, a saber, a federação ao qual está filiado, a federação anfitriã e o clube visitante, cabendo à CBF/DCO o poder de veto, levando em conta os aspectos técnicos e logísticos”. O artigo 3º acrescenta. “Todas as despesas de partida que eventualmente for transferida para outro estado deverão ser arcadas pelo clube mandante, conforme estabelece o art. 74”.
Portanto, o Regulamento Geral das Competições da CBF dá brecha para que o Flamengo jogue, sim, em Brasília, ou em qualquer lugar, desde que tenha a aprovação dos outros 19 clubes da Série A e da federação carioca, esta, sim, principal calo na chuteira do Flamengo.
Ao sair do Palácio do Buriti nesta sexta-feira, onde teve uma reunião com o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, o presidente Eduardo Bandeira de Mello desabafou em entrevista ao Correio. “A CBF vetou, depois de quase um ano acenando positivamente. Agora, vi que a CBF compactua com os mesmos princípios da Federação do Rio de Janeiro. A diferença é que não xinga a mãe dos outros”, disse, referindo-se ao presidente da Ferj, Rubens Lopes, que no ano passado ofendeu o mandatário rubro-negro em um arbitral.
Retaliação
Por outro lado, há uma guerra política. O presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, era o dirigente mais frequente em Brasília nas reuniões do Profut. Disposto a pagar as dívidas do clube, sempre esteve ao lado do Governo Federal. Inclusive era um dos poucos presente no lançamento da MP do Futebol. Em rota de colisão com a Ferj em defesa da criação da Primeira Liga, começou a sofrer represálias da CBF. Na eleição para vice-presidente da CBF pela região Sudeste, em 16 de dezembro, se recusou a votar no Coronel Nunes e adotou uma postura diferente. Além de não comparecer à assembleia geral, entregou uma carta à cúpula da CBF, pedindo uma série de ajustes na gestão. Em outra alfinetada em Eduardo Bandeira de Mello, a CBF escolheu neste mês o presidente do Vasco, Eurico Miranda, para ocupar um cargo na agência reguladora do Profut, sendo que Eduardo Bandeira de Mello foi quem mais esteve em Brasília acompanhando todo o projeto.
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