Único clássico do ano entre Brasiliense e Gama teve portões fechados e protesto. Foto: Gabriel Magalhães
Elaboração de um projeto de recuperação e socorro ao futebol do Distrito Federal, com início nas quartas de final do Candangão na retomada da competição e um plano de reforço financeiro para Gama e Brasiliense, representantes da capital do país da Série D do Campeonato Brasileiro deste ano. Esses foram os principais pontos tratados na reunião dos representantes dos principais clubes da cidade com o presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa, nesta quinta-feira, na sede do BRB, no Setor Bancário Sul. Como publicou o blog no post de ontem, o encontro emergencial foi marcado para abrir diálogo e evitar manifestação marcada para hoje contra a parceria da instituição financeira estatal com o Flamengo, anunciada na última sexta-feira.
Escalada pelo Governo do Distrito Federal para controlar a crise, a secretária de Esporte e Lazer, Celina Leão, e o secretário de futebol da pasta, Paulo Victor, conversaram na tarde e noite de quarta-feira com representantes do Gama e do Brasiliense e levaram as demandas ao BRB. O blog apurou que, na próxima sexta-feira, será assinado um convênio para ajudar os clubes do Distrito Federal, principalmente Gama e Brasiliense na disputa da quarta divisão. O presidente do Gama, Weber Magalhães, e a diretoria do Brasiliense, Luiza Estevão, participaram da reunião. Campeão da Série B em 1998, o Alviverde esteve na Série A de 1999 a 2002. Vencedor da segunda divisão nacional em 2004, o Jacaré figurou na elite em 2005. Neste ano, ambos estão na Série D.
“O presidente (do BRB) recebeu as demandas dos times e a gente está ampliando uma discussão sobre o programa de apoio ao futebol profissional e amador, com distribuição de valores diferentes de acordo com a relevância de cada um. Queremos também montar modelos de negócios com esses times profissionais, como cartões customizados, venda de tíquetes personalizados e outras ações para times que atraiam clientes para o banco”, disse Celina Leão.
Os clubes foram informados de que o BRB tem, hoje, R$ 8 milhões para aplicação em patrocínio ao esporte local. Gama e Brasiliense terão de apresentar projetos que serão avaliados pelo banco a fim de que recebam apoio financeiro para a disputa da Série D. “Esperamos ter esses valores definidos na sexta-feira”, explica a secretária de Esporte.
No post de ontem, o blog mostrou que dos 12 clubes da elite do futebol do Distrito Federal nesta temporada, cinco toparam acordo com o BRB: Capital, Taguatinga, Paranoá, Luziânia e Unaí, ex-Paracatu. Cada clube ganha R$ 6 mil por jogo. A contrapartida é usar a logomarca na camisa e colocar placas de publicidade à beira do campo. O atual campeão Gama, o vice Brasiliense, Real Brasília, Sobradinho, Formosa, Ceilândia e Ceilandense abriram mão da verba por considerá-la irrisória. O plano de recuperação do futebol do Distrito Federal deve aumentar o montante para a próxima temporada, com chance, inclusive, de que a edição 2021 se chame Candangão BRB.
Jogadores e torcedores de Gama e Brasiliense também participaram do encontro. O Gama foi representado pelo zagueiro e capitão Emerson. O Brasiliense levou o goleiro recém-contratado Fernando Henrique e o volante Radamés.
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