Alerto faz tempo aqui no blog que a baixa média de idade tem sido um dos segredos para o sucesso na Série D do Campeonato Brasileiro. Nenhum dos últimos 12 clubes promovidos para a terceira divisão em 2017, 2018 e 2019 tinha mais de 30 anos. O Brasiliense está começando a entender isso. Venceu o arquirrival Gama por 3 x 0 neste sábado, no Serejão, em Taguatinga, com uma escalação inicial rejuvenescida em pelo menos dois anos.
Há três meses, o Brasiliense perdeu a final do Candangão para o arquirrival Gama com média de idade de 31,5 anos. Oito jogadores da escalação inicial usada pelo então técnico Márcio Fernandes tinham mais de 30 anos. Note a mudança: o Brasiliense passou facilmente pelo Gama neste sábado com média de 29,3 anos e apenas quatro trintões no time: Fernando Henrique, Zé Love, Zotti e Jefferson Maranhão. Havia juventude na defesa, no meio de campo e experiência em duas posições estratégicas – no gol e no ataque formado por trintões.
Sim, há um pouco de acaso na queda da idade do time titular contra o Gama. Badhuga, por exemplo, tem 31 anos. Cumpriu suspensão no clássico. Mas o elenco também está mais jovem. Com o entra e sai no elenco após a chegada de Edson Souza, o plantel do Brasiliense tem média de 28 anos. Importante levando-se em conta que o futebol moderno exige cada vez mais da força e do preparo físico. Há fôlego jovem para o Brasiliense ter gás na fase de mata-mata, provavelmente contra o Real Noroeste caso os dois times consolidem as atuais colocações. O Jacaré é o líder do Grupo A6. A equipe do Espírito Santo, quarta no A5.
Quanto ao Gama, continuo achando que o Gama tem um bom time para a realidade da Série D. A questão é que Vilson Taddei sente falta de elenco. O fato de ter uma equipe bem treinada, ou seja, os 11 titulares, torna o alviverde previsível em duelos mais duros como o deste sábado. O Brasiliense conhece o comportamento do arquirrival e consegue explorar as deficiência do adversário. Foi assim no duelo apertado do primeiro turno, com vitória do Gama por 2 x 1. Desta vez, ficou explícito, no Serejão, no triunfo por 3 x 0 resolvido praticamente na etapa inicial.
Com base na fase de grupos, não é exagero afirmar que Gama e Brasiliense são candidatos a subir para a Série C, mas não há como negar que a situação extracampo pode pesar. O Gama lida com uma gravíssima crise econômica. O blog apurou que mais duas das sete folhas de pagamento do elenco devem ser pagas nesta segunda-feira, quando o atual presidente Weber Magalhães será oficialmente reeleito. Ele é candidato único no pleito do clube.
É preciso zerar o problema rapidamente, de preferência antes do início do mata-mata, sob pena de deixar a oportunidade de chegar à terceira divisão passar. Os últimos resultados estão avisando: o Gama venceu apenas um dos últimos quatro duelos. Perdeu para o Tupynambás em casa e Brasiliense fora; e empatou com o Caldense, em Poços de Caldas (MG).
A última rodada do Grupo A6 pode mudar nada na classificação. O líder Brasiliense (30 pontos) enfrentará o eliminado Caldense, fora de casa. O vice Gama (29) receberá o terceiro colocado Atlético-BA (24), no Bezerrão. O time baiano não pode mais alcançar o bicampeão candango nem perder o quarto lugar para o Tupynambás, que disputa a última vaga com o Bahia de Feira. Logo, pode ser o último ensaio do Gama para enfrentar o Goianésia no mata-mata.
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