O América-MG segurou o São Paulo dentro do Morumbi. Foto: Estevão Germano/América
Adilson Batista tem fama de professor pardal, mas é bom respeitá-lo. Campeão potiguar em 2002, catarinense em 2006, bi do mineiro em 2008 e em 2009 e vice da Libertadores pelo Cruzeiro, ele virou um problemão para a badalada turma que briga pelo título do Campeonato Brasileiro. Responsável pela reação do América-MG no Campeonato Brasileiro, o técnico tirou pontos do líder São Paulo, três do vice-líder Internacional, dois do terceiro colocado Palmeiras e outros dois do quarto, Flamengo. Só perdeu para o quinto, Grêmio, por 1 x 0, em Porto Alegre.
O treinador de 50 anos andava esquecido até assumir o América-MG depois da pausa da Série A para a Copa do Mundo. Logo na estreia, derrotou o Internacional por 2 x 1, no Independência, em Belo Horizonte. Tirou três pontos preciosos do colorado, que iniciava a escalada em busca do primeiro lugar no Campeonato Brasileiro.
Capitão de Luiz Felipe Scolari no Grêmio, em 1995, na conquista do bicampeonato da Copa Libertadores da América, Adilson Batista também freou o Palmeiras em um empate por 0 x 0. Os dois pontos perdido em Belo Horizonte impedem o Palmeiras, por exemplo, de assumir a liderança quando a 26ª rodada estiver concluída. Apenas o Inter pode assumir a dianteira.
O Coelho fez jogo duro contra o Flamengo no início do segundo turno. O rubro-negro saiu na frente, sofreu o empate, fez 2 x 1, mas os comandados de Adilson Batista igualaram o placar nos últimos minutos e também prejudicaram a vida rubro-negra.
Neste sábado, foi a vez de o São Paulo, comandado por Adilson Batista em 2011, se enrolar contra o time do “professor pardal”. O tricolor paulista deixou escapar dois pontos preciosos dentro de casa e terá de “torcer” pelo Corinthians neste domingo para não ver o Internacional saltar um ponto à frente na liderança isolada do Campeonato Brasileiro.
A edição deste ano da Série A vai ressuscitando treinadores. Adilson Batista é um deles. Luiz Felipe Scolari faz um bom trabalho no Palmeiras. Marcelo Oliveira também no Fluminense. No fim das contas, o técnico uruguaio Diego Aguirre, do São Paulo, é quem termina o sábado como professor pardal. Bom para Inter, Palmeiras, Flamengo, Grêmio…
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