Ouro em Tóquio, André Jardine sequer é citado como opção para assumir a Seleção. Foto: Daniel Leal Olivas/AFP
A Espanha eliminou a Itália e é finalista da Nations League apostando em um treinador vice-campeão dos Jogos Olímpicos de Tóquio. Lembram dele? Luis de la Fuente assumiu a prancheta após a Copa do Mundo no lugar de Luís Enrique.
Paralelamente, o Brasil enfrentará Guiné neste sábado, às 16h30, em Barcelona. Sem técnico. Ramon Menezes é o interino pela segunda partida consecutiva. Curiosamente, a CBF sequer cogita a possibilidade de André Jardine assumir o lugar deixado por Tite. O brasileiro foi o culpado pela derrota de Luis de la Fuente na disputa da medalha de ouro.
Jardine conhece a geração de Vinícius Junior e companhia muito mais do que Ramon Menezes. Foi um dos auxiliares de Tite antes de arrumar as malas para trabalhar no exterior. Talvez, seria o melhor nome para uma hipotérica transição caso o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, decida esperar por Carlo Ancelotti até o encerramento do contrato do treinador italiano com o Real Madrid, em 30 de junho de 2024. Além do ouro em Tóquio-2020, ganhou o Torneio de Toulon em 2019. O elenco tinha, entre outros, Emeerson Royal (Tottenham), Douglas Luiz (Aston Villa), Pedro (Flamengo), Matheus Cunha (Wolverhampton) e Paulinho (Atlético-MG).
Se falta valorização no Brasil ao técnico campeão olímpico, sobra lá fora. Jardine está na mira do América do México, o time mais popular, vitorioso e um dos mais ricos do país. Jardine se destacou ao levar o modesto time da cidade de Potosí duas vezes à fase de mata-mata. Na última delas, foi eliminado justamente pelo América depois de vencer a primeira partida por 2 x 1 na casa do adversário e perder o confronto de volta.
O fato é que a Espanha e outras seleções parecem ter um plano para treinadores egressos da base. Recentemente, Julen Lopetegui comandou La Roja depois de passar pelas categorias inferiores. Comandaria a seleção na Copa de 2018, no entanto, o presidente do Real Madrid, Florentino Pérez, o contratou e arrancou da concentração na Rússia.
Dos 22 medalhistas de prata em Tóquio-2020, cinco estão inscritos na Nations League: Unai Simón, Martin Zubimendi, Marco Asensio, Dani Olmo e Mikel Merino. Luis de la Fuente e seus homens de confiança podem brindar a Espanha neste domingo contra a Croácia como o único título possível e em disputa ausente na sala de troféus da Espanha.
La Roja ostenta três conquistas na Eurocopa (1964, 2008 e 2012), uma na Copa do Mundo (2010) e uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Barcelona-1992. Entre os torneios extintos, faltou a Copa das Confederações. A Espanha perdeu para o Brasil em 2013.
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