Por que o executivo Rui Costa banca Roger Machado técnico do São Paulo

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O ex-presidente do Grêmio e do Clube dos 13 Fabio Koff lançou Rui Costa como executivo de futebol. Era 21 de novembro de 2012. Roger Machado chegou ao Grêmio indicado por Costa em 2015. Os trabalhos no Juventude e no Novo Hamburgo e a passagem pelo clube como assistente antes da carreira solo chamavam a atenção do dirigente e o ex-lateral-esquerdo assumiu a prancheta em 2015. O tricolor gaúcho encerrou o Campeonato Brasileiro em terceiro lugar com Roger, atrás do campeão Corinthians e do vice Atlético-MG.

Roger Machado ganhou moral para a temporada seguinte. Uma série de maus resultados foi consumindo o crédito do treinador: eliminação nas semifinais do Gaúcho, na fase de grupos da Primeira Liga e nas oitavas de final da Libertadores. Renato Gaúcho herdou o cargo e levou o Grêmio ao título da Copa do Brasil contra o Atlético-MG e ao nono lugar na Série A.

Está claro: Roger Machado é escolha de Rui Costa. O dirigente assume a responsabilidade diante da resistência de parte da torcida tricolor. Dos 12 times mais tradicionais do país, o treinador comandou cinco: Grêmio, Internacional, Atlético-MG, Palmeiras e Fluminense.

Portanto, o São Paulo pode ser o sexto. Pesa contra Roger Machado a carência de títulos expressivos no currículo. Foi campeão mineiro pelo Atlético em 2017; gaúcho com o Grêmio em 2022 e com o Internacional em 2025. Ganhou bi pelo Bahia nas versões de 2019 e 2020.

Rui Costa tem mas crédito do que Roger Machado. Ele montou o Athletico-PR campeão da Sul-Americana Copa Sul-Americana em 2019 sob o comando de Tiago Nunes. Reorganizou a Chapecoense depois da tragédia de 2016. Contratou Dorival Júnior na conquista da Copa do Brasil de 2023 contra o Flamengo. Errou também. Levou Rafael Dudamel para o Atlético e foi demitido com o venezuelano na passagem pelo Galo. Faz parte da função dele.

A resistência ao nome de Roger Machado é uma espécie de complexo em relação aos rivais da capital. O Palmeiras ostenta o português Abel Ferreira. O Corinthians tem Dorival Júnior, recordista de títulos da Copa do Brasil ao lado de Luiz Felipe Scolari. Causa estranheza a mudança de comportamento. Roger não tolerava assumir trabalhos durante a temporada. A preferência é para assumir desde o início.

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Marcos Paulo Lima

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