Estaduais viram calmante para crises de Cruzeiro, Flamengo e Palmeiras

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Festa dos ricos nos estaduais. Fotos: Gustavo Aleixo, Gilvan de Souza e Cesar Greco

Cruzeiro, Flamengo e Palmeiras conseguiram dar utilidade aos estaduais. Estancaram crises de ansiedade das torcidas e das próprias diretorias conquistando títulos contra arquirrivais e estabelecem um pouquinho de estabilidade para se concentrar em objetivos grandes como o Brasileirão, a Copa do Brasil e a Libertadores. Os três elencos mais caros e badalados do país têm essas missões na temporada, mas precisavam de títulos par ontem por diferentes razões.

O time celeste não era reinava no Campeonato Mineiro desde 2019 no fim da era Mano Menezes. Além de cair para a segunda divisão, o Cruzeiro teve de engolir seis anos de hegemonia do Atlético. Portanto, o título era necessário por vários motivos. Não se pode ficar tanto tempo sem ganhar o Estadual. O empresário Pedro Lourenço, o Pedrinho, necessitava da primeira taça no papel de dono da Sociedade Anônima do Futebol.

Por mais que Pedrinho jure confiança no trabalho de Tite, o técnico sabia lá no fundo que a permanência dele no cargo dependia, sim, da vitória contra o Atlético-MG. Tite é campeão nos quatro principais estaduais do país. Levantou taça no Gaúcho com Caxias, Grêmio e Internacional; festejou no Paulista com o Corinthians; celebrou no Carioca pelo Flamengo e agora completa o currículo brindando a china azul com o Mineiro.

Depois de praticamente descartar o Campeonato Carioca ao usar o time sub-20 em três jogos, antecipar o retorno dos profissionais contra o Vasco para evitar o risco de disputar o torneio contra o rebaixamento e de avançar em quarto lugar no grupo, o Flamengo se escorou no Estadual como santo remédio para a crise causada pelas perdas da Supercopa do Brasil, da Recopa Sul-Americana e a demissão tresloucada de Filipe Luís.

Leonardo Jardim precisava do título para ter paz no início do trabalho. A paz que os sucessores de Jorge Jesus não tiveram depois do ano da graça de 2026 e Jardim nem quem vier depois dele terá diante da coleção de glórias do antecessor. Bipolar, a torcida gritou “Filipe Luís” na premiação seis dias depois de xingar o ídolo protagonista de cinco títulos com a prancheta rubro-negra após uma goleada por 8 x 0 contra o Madureira.

O Palmeiras voltou a festejar título depois de 700 dias. O último havia sido em 2024 contra o Santos. De lá para cá, o time acumulou frustrações, passou a temporada inteira do ano passado sem ganhar nada e se reconecta com a torcida utilizando um troféu como elo. O sentimento de Abel Ferreira na comemoração no gramado encharcado do Jorjão era de alívio. Celebrou como se fosse Brasileiro, Copa do Brasil ou Libertadores.

O português acumula 16 finais, 11 títulos em cinco anos, mas nunca dependeu tanto da conquista do Paulistão para se dar um minuto de paz. A presença do Novorizontino – e não do Corinthians – na decisão praticamente encurtou o caminho para a volta olímpica.

Para não dizer que não falei do Gaúcho, o Gre-Nal 451 praticamente valeu o único título do ano aos rivais do Rio Grande do Sul. A última conquista de um deles no Brasileirão data de 1996. Na Copa do Brasil, em 2016. Ambos estão fora da Libertadores. É bem provável que o bi no Gaúcho dentro do Beira-Rio com 4 x 1 diante do Internacional seja a única conquista tricolor na temporada. Portanto, precisa ser festejada – e muito!

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Marcos Paulo Lima

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Marcos Paulo Lima
Tags: Brasileirão Copa do Brasil Cruzeiro estaduais Flamengo Libertadores Palmeiras

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