14 votos a favor e um em branco: clubes destituem o presidente da Federação de Futebol do DF

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Uma assembleia extraordinária convocada no Diário Oficial do DF de quinta-feira (21), realizada na manhã desta sexta (22) na sede da Federação de Futebol do Distrito Federal, decidiu pela destituição do mandatário Erivaldo Alves, eleito em 2016 para um mandato de quatro anos, até 2020. Dos 25 presidente de clubes filiados, 15 compareceram — 14 votaram a favor e um em branco. De acordo com o estatuto da entidade, o vice Daniel Vasconcelos, do Luziânia-GO, assume o cargo e  deve cumprir o restante do mandato.

Erivaldo Alves não participou da assembleia. Por telefone, comentou a decisão em entrevista ao blog. “Entrei com liminar e estou pedindo a anulação da assembleia. O rito da minha saída está errado. O correto é pedir o afastamento e fazer auditoria. Eu admito que houve um erro contábil, mas é corrigível. Há muitas acusações sem prova. Estou sendo alvo de perseguição política. Houve um julgamento sem direito a defesa e vou até as últimas consequências”.

Erivaldo Alves é acusado pelos clubes de não ter prestado contas de um repasse de R$ 300 mil feito em 2016 pela CBF à FFDF. Em entrevista ao Correio Braziliense na sexta-feira passada, o dirigente admitiu que houve um “vacilo do seu departamento financeiro” e que teria comunicado aos times que o valor seria publicado no balanço de 2017. Em reunião na sexta-feira passada, os dirigentes não concordaram com a correção.

O cartola também alegou que está sofrendo perseguição pessoal e política por ter mandado embora da federação o ex-aliado Neimar Frota, presidente do Samambaia, acusado por Erivaldo de fazer balcão de negócios na FFDF e ser o pivô de escândalos como venda ilegal de ingressos e o não pagamento de impostos em jogos realizados no Distrito Federal.

Erivaldo Alves é o segundo presidente da FFDF destituído em três anos. Em 2015, Jozafá Dantas sofreu impeachment e deu lugar justamente ao vice Erivaldo Alves. Antes, em 2011, houve intervenção na FFDF durante a gestão de Fabio Simão. Miguel Alfredo de Oliveira Júnior  assumiu o cargo.

Marcos Paulo Lima

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