Hugo Souza em momento de fé antes de mais uma noite de falha. Foto: Marcelo Cortes/Flamengo
O levantamento é do Espião Estatístico, do portal ge.com, em uma tuitada durante Flamengo 1 x 2 Sporting Cristal: “Quinto gol sofrido pelo Flamengo na temporada com falha do goleiro Hugo Souza. É o jogador com mais erros decisivos no ano”. Pronto. Isso diz tudo. As famílias Sousa (com S e com Z) precisam discutir a relação.
Paulo Sousa segurou a onda de Hugo Souza até aqui. A atitude humana do treinador português é louvável na tentativa de incentivá-lo, apoiá-lo, colaborar com a evolução do prata da casa, mas chegou a hora de preservar o jogador de 23 anos. Não se trata de encerrar a carreira de um goleiro promissor, mas de dar um passo atrás a fim de que isso não aconteça. Além de trabalhar fundamentos, Hugo precisa trabalhar a mente.
Isso passa por uma conversa franca entre Paulo Sousa e Hugo Souza. O goleiro consumiu todos os créditos possíveis. Santos e Diego Alves seguem lesionados, mas quem sair primeiro do congestionado departamento rubro-negro deve assumir as traves rubro-negras.
A crise no gol do Flamengo lembra cada vez mais o drama de 2017. Naquele ano, o pivô do perrengue era Alex Muralha. Assim como Hugo Souza, ele chegou a ser convocado por Tite para a Seleção Brasileira. No entanto, a camisa do clube carioca pesou ao ponto de as atuações dele virarem piadas, memes. Erros custaram pontos. A falta de habilidade nas cobranças de pênalti virou ponto fraco na decisão da Copa do Brasil contra o Cruzeiro.
O Souza com Z tinha tudo para dar uma noite de paz ao Sousa com S. O duelo contra o Sporting Cristal era mero cumprimento de tabela. Um jogo para o técnico tomar um bom vinho português e sonhar com o adversário nas oitavas de final. O sorteio será na sexta.
Em vez disso, o lusitano arrisca amargar uma insônia. Ele precisa apresentar uma solução urgente para o perrengue do gol. Hugo tem condição de enfrentar o Fluminense no domingo? Suportará encarar a torcida? Se não, quem pode assumir a meta no clássico? Os experientes Santos e Diego Alves ou Matheus Cunha, o quarto especialista da posição?
Autor de mais um gol, o centroavante Pedro tem cinco gols nos últimos sete jogos. Todos marcados neste mês. Em contrapartida, Gabriel Barbosa não é Gabigol há quatro partidas. É preciso ponderar: impressiona a dedicação dele ao futebol coletivo. Disso gosta, por exemplo, Tite. O técnico da Seleção conhece o ímpeto do camisa 9 para fazer gol, porém exige outras atribuições dos atacantes. Roberto Firmino e Gabriel Jesus, por exemplo, oferecem outras valências. São capazes de assumir funções táticas.
Gabriel atuou aberto na direita na vitória sobre o Goiás. Foi dele o lançamento em profundidade para Matheuzinho cruzar na medida para Pedro. Na vitória sobre o Sporting Cristal, atuou posicionado atrás de Pedro, nas costas do meio de campo do time peruano e um pouco à frente da defesa adversária. Movimentou-se muito e deu provas de evolução e maturidade. Talvez, a maturidade que ele não teve nas passagens frustradas pela Inter e o Benfica. Pode estar aprendendo tardiamente aqui o que tentaram ensinar lá.
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