Algo está errado: Endrick foi o jogador mais faltoso do jogo com cinco. Foto: César Greco/Palmeiras
A semifinal da Copa da Inglaterra entre Manchester City e Chelsea no último sábado teve 20 faltas no jogo inteiro. Repito: Semifinal. O Superclássico entre Real Madrid e Barcelona pelo Campeonato Espanhol totalizou 23 infrações. A partida mais esperada da terceira rodada do Brasileirão entre Palmeiras e Flamengo teve absurdas 37 no empate por 0 x 0.
Os dois times mais ricos da América do Sul deram um espetáculo de antijogo no Allianz Parque, em São Paulo. Foi como se você tivesse comprado bilhete para assistir a uma luta de boxe e os dois pugilistas passassem o combate inteirinho se agarrando. Sem golpear. Lamentável. Onze cartões amarelos. Nove para jogadores e dois para os técnicos.
A culpa não é do gramado sintético. Muito menos do ridículo tampão atrás do gol esquerdo da tevê para esconder o palco do show do Soweto. A estética da partida foi feia por causa dos dois treinadores. Um ficou com medo do ouro. Abel apostou nas tais faltas táticas. Foram 23 na partida inteira. Arrascaeta (4) e Bruno Herique (8) sofreram metade delas.
Um outro dado torna cristalino o atijogo. O talentoso Endrick é quem mais cometeu falta no jogo: cinco. Algumas delas maldosas. Por sinal, Abel Ferreira precisa alertá-lo para o risco da deslealdade em algumas disputas de bola. Dorival Júnior também. O técnico da Seleção Brasileira estava na tribuna de honra do Allianz Parque vendo tudo isso. Para se ter uma ideia, o zagueiro Fabrício Bruno não cometeu infração na partida inteira.
Abel Ferreira esteve bem no primeiro tempo. Posicionou Endrick aberto na direita e causou desconforto. Varela, Fabrício Bruno, Allan ou Pulgar e Luiz Araújo precisavam tomar conta do atacante de 17 anos. Era uma isca para as inversões de bola buscando Mayke aberto na direita. O português neutralizou a saída de bola rubro-negra. Não existiu. As alternativas eram as ligações diretas partindo de Rossi, Fabrício Bruno e Léo Pereira. Um bate e volta.
Esse é um problema do Flamengo. Tite repetiu a formação principal na maior parte da temporada. E refém dela por enquanto. O nível do jogo cai quando faltam peças do onze de gala. Perdeu Everton Cebolinha lesionado. O meia De La Cruz iniciou a partida no banco de reservas. Pedro deu lugar a Carlinhos. O uruguaio entrega qualidade para resolver a saída de bola. O centroavante tem química com o grupo. Carlinhos chegou recentemente. O duelo com o Palmeiras era pesado para ele.
Tenho insistido que o Flamengo precisa apresentar variação de jogo. Uma delas com três zagueiros a fim de potencializar os laterais em partidas nas quais isso é necessário. Quem tem no elenco Fabrício Bruno, Léo Ortiz, Léo Pereira e David Luiz não pode abrir mão dessa possibilidade. O Palmeiras iniciou o confronto no 3-4-2-1. Terminou praticamente no 4-2-4, com Estêvão, Lázaro, Endrick e Rony à espera do contra-ataque. O Flamengo não cedeu porque De La Cruz, Gerson e Arrascaeta engoliram Gabriel Menino e Aníbal Moreno.
Os lances mais perigosos do jogo foram o chute de Luiz Araújo no primeiro tempo em uma bela intervenção do goleiro Weverton e a cabeçada de Flaco López em uma defesa segura de Rossi. Chamo a atenção para um detalhe: o Flamengo sofre um gol de cabeça. É salvo pelo flagrante impedimento. Seria o terceiro gol seguido assim. Sofreu um do Atlético-GO e outro do São Paulo nas rodadas anteriores. A comissão técnica precisa corrigir isso.
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