Henri pode ser o segundo jogador do Palmeiras a erguer a taça do Mundial. Foto: Alexandre Loureiro/CBF
Candidato a erguer o troféu neste domingo na final do Mundial Sub-17 contra o México, às 19h, no Bezerrão, o zagueiro Henri pode ser o segundo jogador do Palmeiras a ter a honra de receber o caneco do principal torneio da categoria.
Em 1997, o volante Ferrugem era o dono da braçadeira na conquista do primeiro título do Brasil no Mundial Sub-17. O camisa 8 vestia a faixa em um time que tinha outros líderes influentes. Um deles, o goleiro Fábio do Cruzeiro. Na época, ele defendia o União Bandeirante do Paraná. Promessa das divisões de base do Grêmio à época, Ronaldinho Gaúcho usava a camisa 10.
Mais do que líder da Seleção, Ferrugem tinha faro de gol. O volante marcou na goleada por 7 x 0 sobre a Áustria na fase de grupos. Brilhou também na semifinal contra a Alemanha. Foi autor do terceiro na goleada por 4 x 0 contra a Alemanha.
Dois anos depois, a Seleção faturou o bi com um capitão “estrangeiro”. Revelado pelo Guarani, o meia Walker já defendia o Ajax da Holanda no Mundial Sub-17 de 1999. O paulista de Americana viveu dois dramas na competição. Na semifinal, vacilou na decisão por pênaltis contra Gana. Errou a cobrança, mas os comandados de Carlos César sobreviveram ao derrotar o adversário africano por 4 x 2.
Gosto de todos os esportes. Pode me colocar em qualquer um que me dou bem, sei um pouco de cada. Na escola, joguei muitos campeonatos de vôlei, handebol, basquete e sempre me destacava. Também gosto de tocar pandeiro e de escutar as pessoas falando sobre seu aprendizado, para que eu leve algo comigo.
Henri, capitão da Seleção, em perfil no site da CBF
Walker deu a volta por cima na decisão do título. Brasil e Austrália empataram por 0 x 0 e avançaram à disputar por pênaltis. Walker converteu a dele e ajudou o Brasil conquistar o tri por 8 x 7 na edição disputada na Nova Zelândia.
O zagueiro João Guilherme recebeu o troféu em 2003. Assim como Henri, o zagueiro do Internacional vestia a camisa 3. Tinha o papel de xerife da defesa e liderava companheiros como o volante Arouca, o camisa 10 Ederson, com passagem por Flamengo e Seleção principal na era Mano Menezes e o goleiro Marcelo Lomba. O Brasil venceu a Espanha de David Silva e Cesc Fàbregas na final, em Helsinki, na Finlândia. Foi a última vez que a Seleção deu a volta olímpica.
Dezesseis anos depois, Henri pode ser o quarto capitão canarinho a receber a taça em caso de vitória sobre o México. Fã de Thiago Silva, o jogador do Palmeira é quem mais acumula milhas com amarelinha. O paulista de Araçatuba defende a Seleção desde a categoria sub-15. Está nos pés (e nas mãos dele) a chance de repetir o feito de Ferrugem, o único jogador alviverde a conseguir o feito.
Siga o blogueiro no Twitter: @mplimaDF
Siga o blogueiro no Instagram: @marcospaul0lima
Siga o blog no Facebook: https://www.facebook.com/dribledecorpo/
A repetição é a mãe da retenção. Abel Ferreira manteve a escalação inicial do…
Gustavo Marques conseguiu piorar uma das semanas mais vergonhosas do futebol nesse sábado na eliminação…
A tolerância zero com técnicos de futebol chegou ao futebol feminino. Atual pentacampeão da…
As entrevistas coletivas de Filipe Luís são ótimas. Dificilmente deixam perguntas sem respostas. No entanto,…
Luiz Carlos Souza tinha um tabu pessoal. O técnico do Gama jamais havia passado da…
O Botafogo acumula seis derrotas consecutivas na temporada. Perdeu duas vezes para o Fluminense e…