Mundial Sub-17: os capitães do Brasil nos títulos de 97, 99 e 2003, e a chance de Henri erguer o tetra

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Candidato a erguer o troféu neste domingo na final do Mundial Sub-17 contra o México, às 19h, no Bezerrão, o zagueiro Henri pode ser o segundo jogador do Palmeiras a ter a honra de receber o caneco do principal torneio da categoria.

Em 1997, o volante Ferrugem era o dono da braçadeira na conquista do primeiro título do Brasil no Mundial Sub-17. O camisa 8 vestia a faixa em um time que tinha outros líderes influentes. Um deles, o goleiro Fábio do Cruzeiro. Na época, ele defendia o União Bandeirante do Paraná. Promessa das divisões de base do Grêmio à época, Ronaldinho Gaúcho usava a camisa 10.

Mais do que líder da Seleção, Ferrugem tinha faro de gol. O volante marcou na goleada por 7 x 0 sobre a Áustria na fase de grupos. Brilhou também na semifinal contra a Alemanha. Foi autor do terceiro na goleada por 4 x 0 contra a Alemanha.

Dois anos depois, a Seleção faturou o bi com um capitão “estrangeiro”. Revelado pelo Guarani, o meia Walker já defendia o Ajax da Holanda no Mundial Sub-17 de 1999. O paulista de Americana viveu dois dramas na competição. Na semifinal, vacilou na decisão por pênaltis contra Gana. Errou a cobrança, mas os comandados de Carlos César sobreviveram ao derrotar o adversário africano por 4 x 2.

Gosto de todos os esportes. Pode me colocar em qualquer um que me dou bem, sei um pouco de cada. Na escola, joguei muitos campeonatos de vôlei, handebol, basquete e sempre me destacava. Também gosto de tocar pandeiro e de escutar as pessoas falando sobre seu aprendizado, para que eu leve algo comigo.

Henri, capitão da Seleção, em perfil no site da CBF

Walker deu a volta por cima na decisão do título. Brasil e Austrália empataram por 0 x 0 e avançaram à disputar por pênaltis. Walker converteu a dele e ajudou o Brasil conquistar o tri por 8 x 7 na edição disputada na Nova Zelândia.

O zagueiro João Guilherme recebeu o troféu em 2003. Assim como Henri, o zagueiro do Internacional vestia a camisa 3. Tinha o papel de xerife da defesa e liderava companheiros como o volante Arouca, o camisa 10 Ederson, com passagem por Flamengo e Seleção principal na era Mano Menezes e o goleiro Marcelo Lomba. O Brasil venceu a Espanha de David Silva e Cesc Fàbregas na final, em Helsinki, na Finlândia. Foi a última vez que a Seleção deu a volta olímpica.

Dezesseis anos depois, Henri pode ser o quarto capitão canarinho a receber a taça em caso de vitória sobre o México. Fã de Thiago Silva, o jogador do Palmeira é quem mais acumula milhas com amarelinha. O paulista de Araçatuba defende a Seleção desde a categoria sub-15. Está nos pés (e nas mãos dele) a chance de repetir o feito de Ferrugem, o único jogador alviverde a conseguir o feito.

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Marcos Paulo Lima

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