O Flamengo frustrou o sonho do bi do River Plate no ano passado. Foto: Alexandre Vidal/Flamengo
Atual campeão da Libertadores, o Flamengo inicia nesta quarta-feira contra o Junior Barranquilla, às 21h30, na Colômbia, luta contra um tabu de quase duas décadas. O principal torneio de clubes do continente não tem um bicampeão em edições consecutivos desde o Boca Juniors de Carlos Bianchi. O time argentino enfileirou títulos em 2000 ao superar o Palmeiras na final e em 2001 contra o Cruz Azul do México. De lá para cá, o feito não se repetiu.
O próprio Boca Juniors tentou igualar a façanha. Derrotou o Santos de Diego e Robinho na decisão de 2003, foi surpreendido pelo Once Caldas em 2004.
Campeão em 2005 ao bater o Athletico-PR na final, o São Paulo decidiu o título novamente em 2006, porém, foi superado pelo Internacional de Abel Braga.
O último clube a tentar a dobradinha perdeu o título para o Flamengo. O River Plate havia conquistado a Libertadores em 2018 contra o arquirrival Boca Juniors. No ano passado, esteve a poucos minutos do bi até sofrer a incrível virada rubro-negra na inédita decisão em jogo único disputada no Estádio Monumental de Lima, no Peru.
Bicampeonato consecutivo é para poucos. O recordista de títulos Independiente conseguiu três nas edições de 1964 e 1965; e no impressionante tetracampeonato de 1972 a 1975.
O Boca Juniors estabeleceu hegemonia em 1977 e 1978 e em 2000 e 2001.
O Peñarol do Uruguai emendou duas conquistas seguidas em 1960 e 1961.
Deu Estudiantes de La Plata no tricampeonato do clube argentino em 1968, 1969 e 1970.
Entre os clubes brasileiros, apenas dois conseguiram a proeza. O Santos do Rei Pelé em 1962 e 1963; e o inesequecível São Paulo do mestre Telê Santana.
A sequência é rara até mesmo na badalada Uefa Champions League. O Milan conquistou o bicampeonato em 1989 e 1990. O Real Madrid conseguiu quebrar o tabu de na sequência de títulos no período de 2016 a 2018, ou seja, na era Cristiano Ronaldo.
O técnico Jorge Jesus fala em hegemonia. Estabelecê-la passa necessariamente pelo desafio de quebrar o longo tabu e reconquistar a América. Ah, dentro do Maracanã, em novembro.
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