Bi da Copa Verde 2019 impulsionou sucesso na Copa Brasil e acesso à Série A. Foto: Herbert de Souza/Cuiabá
A final da Copa Verde nesta quarta-feira, às 16h, no Mangueirão, pode ser um marco para Remo e/ou Brasiliense. Considerar o torneio regional mais um no calendário é cometer grave erro de avaliação. Basta observar o impulso dado pela competição ao último campeão — Cuiabá. O emergente time de Mato Grosso conquistou a edição de 2019 contra o Paysandu, justamente em Belém, anfitriã da decisão de hoje, e viveu temporada dos sonhos em 2020.
Os benefícios da conquista da Copa Verde vão muito além do troféu e do atalho para entrar na Copa do Brasil a partir da terceira fase. É estímulo para planos maiores. No ano passado, o título estava nas mãos do Paysandu até os 49 minutos do segundo tempo. O Papão havia vencido por 1 x 0 na ida, na Arena Pantanal, mas o gol do Cuiabá, no Mangueirão, levou a decisão para os pênaltis e os visitantes triunfaram na casa paraense por 5 x 4.
O bicampeonato no torneio impulsionou o Cuiabá a colher a melhor temporada em 19 anos. Apesar da eliminação nas quartas de final do Estadual contra o Luverdense na campanha pelo tetracampeonato, o time priorizou a Copa do Brasil e a Série B. No mata-mata nacional, chegou às quartas de final. Eliminou o Botafogo e foi despachado finalista pelo Grêmio.
Liderou boa parte da Série B do Campeonato Brasileiro, poderia ter sido campeão, mas a quarta posição foi suficiente para garantir vaga inédita à elite. O Cuiabá participará da primeira divisão em 2021. O que o sucesso do time de Mato Grosso tem a ver com Remo e Brasiliense?
Vice-campeão da Série C, o Remo está de volta à segunda divisão. O clube não disputa a Série A desde 1994. Foi rebaixado um ano depois do surpreendente sétimo lugar em 1993. O título da Copa Verde pode motivar o sonho de repetir a façanha de 1991. O Remo chegou às semifinais contra o Criciúma, de Luiz Felipe Scolari. O time catarinense arrematou o título.
O Brasiliense também teve seus dias de sucesso. Foi vice-campeão da Copa do Brasil em 2002. Conquistou os títulos da Série C (2002) e da B (2004). Figurou na Série A em 2005. Alcançou novamente as semifinais da Copa do Brasil em 2007. De 2014 para cá, está atolado na quarta divisão. Disputará a Série D pela quarta vez em 2021, mas poderia ter saído dela nesta temporada. O time fez a melhor campanha da fase de grupos entre os 64 candidatos ao título. No entanto, perdeu para o campeão Mirassol nas oitavas de final.
O título ou até mesmo o vice na Copa Verde pode, sim, servir de “doping” para que Brasiliense e Remo resgatem os bons tempos. O clube paraense tem a seu favor a tradição de 116 anos, torcida apaixonada e um governo que investe nos dois grandes times do Estado. O Brasiliense é um ano mais velho que o Cuiabá. Tem mecenas e potencial para estar, no mínimo, na Série B, mas erra tanto que segue aprisionado na quarta divisão. Que o título mude as visões.
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