Estudioso como ele só, Adenor Leonardo Bacchi, o Tite, deve ter visto pela tevê no mínimo o teipe da vitória do Barcelona sobre o Arsenal, por 2 x 0, na partida de ida das oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa. E certamente morreu de inveja do técnico Luis Enrique.
O comandante azul-grená escalou contra o Arsenal os mesmos, mesmíssimos titulares que começaram a decisão da Champions League na temporada passada, no Estádio Olímpico de Berlim. Só não dá para dizer do camisa 1 ao 11 porque a numeração da esquadra azul-grená é fixa. Mas o onze inicial foi: Ter Stegen; Daniel Alves, Piqué, Mascherano e Alba; Busquets, Rakitic e Iniesta; Messi, Luis Suárez e Neymar. Com esses jogadores, o Barcelona venceu a Juventus por 3 x 1 e conquistou o pentacampeonato europeu.
Começar 2016 com os mesmos titulares da conquista do hexacampeonato brasileiro era o sonho de Tite. virou pesadelo. O futebol chinês levou o zagueiro Gil, o volante Ralf e os meias Jadson e Renato Augusto. Vágner Love preferiu o Monaco, da França. Malcom pegou o caminho do Bordeaux. Resultado: o Corinthians estreou na Libertadores contra o Cobresal, no Chile, sem seis titulares.
Barcelona e Corinthians são a síntese quase perfeita do contraste entre a Liga dos Campeões da Europa e a Copa Libertadores da América. Na Champions League, apontar o favorito ao título antes de a bola rolar é quase uma barbada. Ainda mais quando o Barcelona mantém os 11 titulares do último título e o trio MSN joga o fino da bola.
O Corinthians poderia ser apontado como favoritaço ao título da Libertadores em 2016. Só que não. O Timão é apenas uma das vítimas do arrastão do mercado internacional. É assim também com representantes dos nossos vizinhos sul-americanos. O início do torneio é sempre uma incógnita. Nivelada por baixo. É impossível usar o dedo indicador para eleger o favorito ao título de um torneio que dura apenas seis meses e cobra caro dos técnicos. Quando esse ou aquele treinador acha o time ideal, está na hora de a Libertadores acabar.
Resta ao técnico Luis Enrique continuar desfrutando da realidade de poder levar o Barcelona ao hexa, em 28 de maio, em Milão, com os mesmos titulares da conquista do penta no ano passado, em Barlim. E ao estudioso Tite, a árdua tarefa de descobrir o mais rápido possível seis, repito, seis novas peças que, combinados com os cinco titulares remanescentes, realizem o sonho pessoal do Tite de levar a equipe paulista ao bicampeonato continental no meio do ano.
Esse é o mundo ideal de Luis Enrique no Barcelona. E a vida como ela é de Tite no Corinthians.
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