O erro que o Inter não pode cometer: Guerrero teve seis técnicos diferentes em três anos no Flamengo

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Não justifica o fraco desempenho de Paolo Guerrero no Flamengo, mas serve de alerta para o Internacional, que apresentou o centroavante nesta quarta-feira como principal reforço da temporada: em três anos de contrato com o clube carioca, o peruano teve seis técnicos diferentes. Só não são sete porque ele estava suspenso durante a última passagem de Paulo César Carpegiani pelo Ninho do Urubu.

O entra e sai de técnicos no Flamengo tem uma parcela de colaboração na irregularidade de Guerrero com a camisa rubro-negra. Estreou sob as ordens de Cristóvão Borges e depois foi comandado por Oswaldo de Oliveira, Muricy Ramalho, Zé Ricardo, Reinaldo Rueda e Maurício Barbieri. É muita troca em tão pouco tempo. Diferentes filosofias de jogo, formas distintas de ver o futebol. Ideias atuais e pensamentos retrógrados.

A instabilidade dos técnicos também é um problema crônico no Internacional. Para se ter uma ideia, no período em que Guerrero defendeu o Flamengo, ou seja, de julho de 2015 a agosto de 2018, o time colorado teve oito técnicos diferentes: Diego Aguirre, Argel Fucks, Paulo Roberto Falcão, Celso Roth, Lisca, Antônio Carlos Zago, Guto Ferreira e o atual, Odair Hellmann. Assim como o Flamengo, o Inter é máquina de triturar técnicos.

No Corinthians, Guerrero só foi comandado por três: Mano Menezes, Cristõvão Borges e Tite. Resultado: saiu do Timão como maior artilheiro estrangeiro do clube, com 54 gols, e herói da conquista do Mundial de 2012.

A tendência é que a pressão sobre o excelente trabalho de Odair Hellmann aumente com a chegada de Guerrero. Principalmente, para escalar o camisa 79. Como se não bastassem os desafios de administrar as vaidades de Jonatan Álvez e de Leandro Damião, e adaptar o Inter ao estilo de Guerrero, é preciso abastecê-lo, transformá-lo no homem-gol que poucas vezes foi na carreira.

Com a camisa do Flamengo, Guerrero só foi artilheiro do Campeonato Carioca de 2017, com 10 gols, e da desprezada Primeira Liga de 2016, com três, ao lado de Diego Souza. Além disso, conseguiu ser o goleador da Copa América de 2011, na Argentina, e de 2015, no Chile.

Como escrevi no início do post, o entra e sai de técnicos no Flamengo não justifica o fraco de desempenho de Guerrero com a camisa rubro-negra. Mas ajudou a atrapalhar, e serve de lição para o relacionamento do Internacional com seu mais novo centroavante.

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Marcos Paulo Lima

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