Tiquinho Soares é o símbolo do líder Botafogo: 10 gols. Foto: Vitor Silva/Botafogo
Se havia alguma dúvida de que o Botafogo é candidato ao título recomenda-se respeitar o time de Luís Castro. O Glorioso venceu os quatro times apontados como favoritos antes do início do Campeonato Brasileiro.
Antes de derrotar o Palmeiras por 1 x 0 nesse domingo, no Allianz Parque, em São Paulo, o Botafogo havia derrotado, Flamengo, Atlético e Fluminense. Crescia o desdém de que era fogo de palha. O triunfo contra o atual campeão é a prova final de força da primeira Sociedade Anônima do Futebol (SAF) a brigar pelo título.
Sim, ainda é cedo, dirão os menos ansiosos, mas é preciso analisar com base na realidade. Temos praticamente um terço do Brasileirão e o Botafogo está em apenas duas frentes: Série A e talvez a Copa Sul-Americana. A situação não é fácil no torneio continental. Independentemente do desfecho, o time carioca dá mostras de que pode manter o ritmo alucinante de 10 vitórias e duas derrotas no Brasileirão nesta temporada.
Tudo isso graças ao trabalho de excelência do português Luís Castro, do futebol coletivo e de algumas individualidades fundamentais para a boa campanha. O centroavante Tiquinho Soares já tem uma dezena de gols. Isolou-se ainda mais na artilharia. O paraibano está arretado.
Vencer o Palmeiras é para os fortes. No Allianz Parque, então, para os candidatos ao título. Nessa temporada, ninguém havia conseguido. As derrotas alviverdes foram longe de casa para Água Santa, Bolívar e Bahia.
Herói em cada jogo, o Botafogo permite até ao torcedor alvinegro mais pessimista sonhar com o fim do jejum de 28 anos. Coincidentemente, foi a última vez que o clube de General Severiano emplacou o artilheiro na elite. Túlio Maravilha assumiu o protagonismo em 1995. Tiquinho Soares veste a capa de super-herói em 2023.
Impressionante a capacidade do Botafogo para sair na frente e segurar o resultado. Soube sofrer com um a menos contra o Flamengo. Resistiu a pressão do De Atlético e Fluminense. Foi valente no Allianz Parque. E pensar que esse time era ironizado, em março, depois de ficar fora das semifinais do Campeonato Carioca, disputar a Taça Rio como prêmio de consolação, ganhá-la e se recusar a erguer o troféu. A taça era outra. Luis Castro havia encontrado o time. Estava pronto para o passo seguinte: impor respeito no Campeonato Brasileiro. Sigam o líder, agora com oito pontos de vantagem. Alguém pega?
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