Gabigol e Neymar juntos na Seleção Brasileira: raridada. Foto: Lucas Figueiredo/CBF
Neymar e Gabigol jogaram juntos poucas vezes. Foram felizes na conquista da inédita medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio-2016 sob o comando do técnico Rogério Micale. Havia o quarteto Neymar, Gabigol, Gabriel Jesus e Luan. Formaram a dupla de ataque do Brasil no início da Copa América em 2021 até a parceria ser desfeita por Tite durante a campanha. A Seleção amargou o vice dentro de casa ao perder por 1 x 0 para a Argentina no Maracanã.
Na história da Seleção, dois gols foram marcados diretamente por eles. Neymar deu assistência para Gabigol marcar contra a Venezuela na vitória por 3 x 0 no Mané Garrincha na Copa América de 2021. Balançou a rede também nos 4 x 1 contra o Uruguai encerrando a goleada pelas Eliminatórias para a Copa de 2022 na Arena da Amazônia, em Manaus. São as melhores recordações da dupla que poderia ter reeditado parcerias inesquecíveis como Muller e Careca ou a melhor de todas: Bebeto e Romário. Encontros, desencontros e má gestão da carreira impediram. A parceria terá a última chance no Santos em 2026.
Quando Gabigol surgiu no Santos, Neymar estava de saída do clube rumo ao Barcelona. Jogaram pouco tempo na despedida do craque contra o Flamengo em 26 de maio de 2013 no empate por 0 x 0 no Mané Garrincha. Neymar atuou do início ao fim. Gabriel Barbosa, considerado o sucessor à época, substituiu o centroavante Henrique durante o confronto.
Neymar e Gabriel Barbosa se reencontram no Santos buscando recomeços. Hoje, são caricaturas do que foram. O camisa 10 formou o trio MSN com Messi e Suárez no Barcelona, empilhou títulos no clube catalão, decidiu seguir carreira solo no Paris Saint-Germain, quase levou o time francês ao título da Champions League em 2020 no vice diante do Bayern de Munique, fracassou ao lado de Messi e Mbappé e deu passo enorme atrás ao deixar a Europa para se aventurar no Al-Hilal da Arábia Saudita. As lesões o impediram de jogar. Quando ele parecia bem, o exigente técnico Jorge Jesus o considerava mal.
Assim como Neymar, Gabriel Barbosa foi feliz no início no Santos. Conquistou o Paulistão em 2015 e em 2016. Foi artilheiro da Copa do Brasil em 2014, 2015 e 2018; e do Campeonato Brasileiro em 2018. A experiência na Europa não fez bem. Reserva na Internazionale e no Benfica, voltou ao Brasil para defender o Flamengo e finalmente atingiu status de ídolo com 12 títulos em seis temporadas. Fez gol em três finais de Libertadores pelo time rubro-negro.
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Ambos se reencontram no Santos tentando resgatar a carreira. Neymar fracassou no Al-Hilal. Gabigol era reserva de Kaio Jorge no Cruzeiro. Perdeu o pênalti que classificaria o time celeste para a final da Copa do Brasil.
Neymar tem cinco meses para convencer Carlo Ancelotti a levá-lo para a Copa de 2026. Gabriel Barbosa foi reserva nas últimas duas temporadas com Tite e Filipe Luís no Flamengo; e Leonardo Jardim no Cruzeiro. Irreconhecível, perdeu espaço para Pedro e Kaio Jorge, respectivamente.
Neymar e Gabriel Barbosa podem vingar juntos? Claro que sim! A questão é como o ótimo técnico Juan Pablo Vojvoda construirá mecanismos para ter dois jogadores contrários aos conceitos do futebol moderno em campo ao mesmo tempo. Ambos são fora de série, mas hoje é praticamente inviável um bom time defender-se com oito jogadores de linha na proteção ao goleiro. A marcação precisa começar no ataque com muito suor. Neymar e Gabriel Barbosa não têm essa característica e desafiam o Santos a encontrar o caminho.
Há quem aponte o Palmeiras de Abel Ferreira como solução. Há uma diferença. Vitor Roque e Flaco López entregam intensidade na marcação. Reduzem espaço. Perturbam os adversários no campo de ataque e na defesa. Neymar e Gabriel Barbosa funcionarão juntos contra times pequenos no Paulistão. Não há certeza a partir de 28 de janeiro, no Brasileirão.
Por enquanto, o que temos para contar são 742 minutos em campo deles juntos, 14 jogos, com quatro gols de Gabriel Barbosa e sete de Neymar. Dois com assistências de Neymar para Gabigol. Pouco para quem poderia ser a dupla Bebeto-Romário do século 21.
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