Emprestado pelo Corinthians, Moisés chegou em fevereiro ao Botafogo. Foto: Vitor Santos/SS Press/Botafogo
Essa é para quem acha que futebol é jogado apenas dentro das quatro linhas, sem negociações políticas nos bastidores. Aconteceu aqui em Brasília, no Congresso Nacional… Um diretor do Botafogo liga para o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).
Entre uma conversa e outra com o parlamentar, o cartola fala sobre a 32º rodada do Campeonato Brasileiro e pede uma forcinha ao poderoso torcedor assumido do clube de General Severiano. Reclama que o técnico Zé Ricardo não poderá contar neste fim de semana contra o Corinthians com três jogadores emprestados ao Glorioso pelo clube paulista: o zagueiro Yago, o lateral-esquerdo Moisés e o volante Jean. Além deles, o zagueiro Marcelo Benevuto e o meia-atacante Luiz Fernando cumprirão suspensão.
Depois de explicar que o veto é um cláusula contratual, o cartola do Botafogo tenta arrumar um “jeitinho brasileiro” de colocar ao menos um jogador em campo: o titular Moisés. O dirigente sugere a Rodrigo Maia que tente convencer o colega deputado e presidente do Corinthians, Andrés Sanchez (PT-SP), a liberar a escalação do lateral-esquerdo. Desprezado pelo Timão, Moisés é peça-chave no Glorioso.
Rodrigo Maia topa a ideia. Telefona para o mandatário do clube paulista e pergunta se Andrés Sanchez está na casa. A resposta é positiva. Imediatamente, o presidente da Câmara convida o cartola para encontra-lo, sem comunicar, no entanto, o interesse do bate-papo.
Ambos conversam sobre assuntos genéricos. Conversa vai, conversa vem, Rodrigo Maia encaixa o como quem não quer nada o assunto futebol no bate-papo. Falam sobre o duelo de domingo, no Rio, entre Botafogo e Corinthians, às 17h, no Estádio Nilton Santos.
Com o status de presidente da Câmara, Rodrigo Maia brinca. Sugere que Andrés Sanchez autorize o desesperado Botafogo, ameaçado pela possibilidade do terceiro rebaixamento, de utilizar o lateral-esquerdo Moisés. Surpreso, o deputado-cartola responde que “tudo bem”.
Se a resposta foi da boca para fora, só saberemos na escalação de domingo. Mas está mais do que provado: política e futebol tabelam — e muito — em Brasília nos bastidores do poder.
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