Copa Verde é o torneio ecologicamente correto da CBF. Foto: Lucas Figueiredo/CBF
Apontada por 4% dos fãs dos esporte mais popular do país como a competição mais amada no Relatório Convocados da XP sobre finanças, história e mercado do futebol divulgado no mês passado, a Copa Verde não deverá ser disputada em 2022. Pelo menos é o que indicam duas fontes consultadas pelo blog.
A entidade não pretende extinguir a competição regional, mas considera o calendário desta temporada apertado demais para comportar o torneio com certa folga devido à correria para concluir as quatro divisões do Brasileirão antes do início da Copa do Mundo do Qatar-2022, a partir de 21 de novembro. Há, inclusive, um estudo em andamento para dar um novo formato ao torneio. Portanto, caso haja reviravolta, será por pressão dos clubes participantes.
O novo departamento técnico da CBF avalia dar um passo atrás neste ano para avançar dois em 2023. O desejo da cúpula é retomar a Copa Verde paralelamente à Copa do Nordeste — e não mais no segundo semestre, como nas últimas três edições.
Lançada em 2014 com o título do Brasília na final contra o Paysandu, a Copa Verde foi criada originalmente para ser disputada no primeiro semestre. A final era disputada no máximo até maio. De 2019 em diante, a CBF passou a organizar o torneio na segunda metade da temporada e passou a terminar em dezembro, como no ano passado.
Em 2020, houve uma versão pocket do torneio causada pela paralisação da pandemia do novo coronavírus. A edição daquela temporada da Copa Verde começou em 20 de janeiro de 2021 e terminou em 24 de fevereiro, ou seja, em um espaço recorde de 35 dias.
A intenção do departamento de marketing da CBF é dar mais visibilidade à Copa Verde no primeiro semestre. O torneio é estratégico para a entidade porque lida com um debate atual: o meio ambiente. Os troféus do torneio, inclusive, são ecologicamente corretos.
A decisão de não realizar a competição em 2022 ainda não está oficializada, mas é dada praticamente como certa no corredores da CBF. Alguns clubes bem informados, inclusive, já trabalham com a possibilidade desse vácuo no calendário.
O torneio reúne 24 clubes do Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso, Pará, Roraima, Amapá, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Tocantins. A competição abrange pelo menos três regiões relevantes do ponto de vista ambiental: a Floresta Amazônica, o Pantanal e o Cerrado, áreas muito desmatadas do território nacional. Atuais campeão e vice do Candangão, Brasiliense e Ceilândia são os times da cidade.
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