Modric: oito jogos depois do prêmio de melhor do mundo: nenhum gol nem assistência. Foto: Gabriel Bouys
Os inesquecíveis duelos entre Lionel Messi e Cristiano Ronaldo no clássico entre Barcelona e Real Madrid nos deixaram mal acostumados. O legado eleva ao extremo o sarrafo para quem disputa o duelo ostentando o prêmio de melhor jogador do mundo. O nível técnico do argentino e do português nos confrontos diretos era altíssimo. É até desumano cobrar o mesmo desempenho do meia Modric, mas o croata mostrou na derrota por 5 x 1 para o time catalão que a coroação dele como número 1 no Fifa The Best pode ter sido um erro.
O status está pensando para o camisa 10. Modric conquistou o prêmio em 24 de setembro. Depois da noite de gala, em Londres, o craque disputou oito partidas — sete pelo Real e uma com a seleção: não fez gol e muito menos brilhou nas assistências, sua principal virtude. A exibição do croata neste domingo foi muito aquém do status de melhor do mundo. Em 90 minutos, deu um chute a gol. Pouco incomodou. Recebeu apenas uma falta. Acertou 38 passes e errou sete. Esse não é Modric!
O Real Madrid do tricampeonato na Champions League é a prova de que time organizado é capaz de eleger melhor do mundo. Foi assim com Cristiano Ronaldo e o próprio Modric. Mas o clube merengue humilhado pelo Barcelona neste domingo também deixa claro que uma equipe bagunçada, sem padrão tático, desorganizada, faz do número 1 do planeta um dos piores dentro das quatro linhas contra o Barcelona. Modric tem que aprender a salvar o Real Madrid. Mas o Real Madrid também precisa resgatar Modric.
A recuperação do melhor do mundo passa pela mudança do técnico. Segundo a imprensa espanhola, Julen Lopetegui será demitido nesta segunda-feira. A propósito, veja o que são sete meses na vida de um técnico de futebol. Em 27 de março de 2018, ou seja, deste ano, a Espanha, de Julen Lopetegui, humilhava a Argentina (sem Messi) por 6 x 1 antes da Copa do Mundo da Rússia. Era “gênio”. Em 28 de outubro de 2018, o Real Madrid, de Julen Lopetegui, é goleado por 5 x 1 pelo Barcelona (sem Messi). Virou “burro”.
Julen Lopetegui comandava uma Espanha candidatíssima ao título da Copa, mas preferiu lagar o cargo, deixar a concentração da Fúria, em Krasnodar, na véspera do começo do Mundial, para responder sim ao convite do presidente Florentino Pérez. Quatro meses depois, perderá o emprego depois de ser humilhado por 5 x 1 pelo Barcelona.
Antonio Conte é o favorito à sucessão. Levou a Juventus ao tricampeonato italiano nas temporadas de 2012, 2013 e 2014. Reinou na Premier League em 2017. Guiou a Itália às semifinais da Euro-2016. Desbancou Espanha (oitavas) e Alemanha (quartas), e só caiu contra a anfitriã França (semifinal). Quem fez Hazard brlhar no Chelsea será capaz de devolver Modric aos bons tempos da Copa da Rússia? Seria um ótimo começo…
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