Pulgar fez o gol da vitória em um jogo de erros e acertos. Foto: Gilvan de Souza/CRF
Antes da pausa para a Data Fifa, o Flamengo precisou de nove jogos para sofrer seis gols. Depois do intervalo de 10 dias, foi vazado seis vezes em duas partidas: quatro na derrota para o Red Bull Bragantino e duas na vitória contra o Santos por 3 x 2, em uma Vila Belmiro lacrada. O Peixe cumpre o castigo de 30 dias sem torcida como mandante e visitante depois das cenas de violência dentro e fora do alçapão na quarta-feira passada na derrota por 2 x 0 para o Corinthians.
O Flamengo vence, mas não convence. O Santos não fazia dois ou mais gols em uma exibição desde 10 de maio na vitória por 3 x 0 contra o Bahia. Eram 11 jogos consecutivos marcando nada ou no mínimo um gol. Isso prova a piora do sistema defensivo rubro-negro. Os mais otimistas recorrerão aos números ofensivos: o terceiro colocado ostenta o melhor ataque da Série A com 24 gols em 12 jogos.
Prefiro colocar o dedo na ferida dos problemas defensivos. São muitos. Wesley não está bem. Foi muito mal contra o Red Bull Bragantino. Não esteve bem contra o Santos. Jorge Sampaoli precisa dar segurança ao setor. O uruguaio Varela é a melhor opção em busca de proteção para o setor. Não se trata de queimar Wesley, mas de protegê-lo e dosar a evolução dele.
Jorge Sampaoli precisa chamar a atenção de Fabrício Bruno e Léo Pereira. Um devido aos erros na saída de bola. O outro por causa da displicência em alguns lances. Os amistosos da Seleção na Europa e o duelo com o Santos mostraram a necessidade de Ayrton Lucas se aprimorar defensivamente. Ele teve parcelas de culpa nos dois gols do adversário.
Faltam ajustes também na proteção à zaga. O Flamengo mais uma vez finalizou menos do que o adversário. Foram 12 do Santos contra 10 do time rubro-negro. A equipe continua muito exposta. Sinal de que falta coordenação entre os homens do meio de campo e a defesa.
O Flamengo teve 67% de posse da bola contra 33% do Santos, mas era facilmente agredido quando sofria o desarme. O Peixe acionava rapidamente o contra-ataque e encontrava clarões no sistema defensivo carioca. Assim saiu o gol de Steven Mendoza depois de um passe em diagonal da direita para a esquerda. Soteldo desfilou em velocidade pela “avenida Wesley” e teve todo tempo do mundo para esperar o tempo certo de dar assistência para Mendoza estufar a rede no setor desocupado por Léo Pereira e Ayrton Lucas numa total falta de sincronia tática.
Não considero Matheus Cunha totalmente culpado no lance do segundo gol. Léo Pereira e Pulgar estão na marcação. Messias ganha a disputa pelo alto dos dois e finaliza. O goleiro defende meio à queima roupa e rebate para a frente. Esse talvez tenha sido o meio pecado dele no lance. O mesmo Pulgar anotou o gol da vitória e salvou a noite rubro-negra.
Costumo definir o Flamengo como um time de segundo semestre desde a passagem de Jorge Jesus pelo cargo. Se encontrar o ponto de equilíbrio entre ataque e defesa, o time de Jorge Sampaoli terá sucesso em pelo menos um dos três torneios nos quais segue ativo: Cpa do Brasil, Libertadores e Brasileirão. Sofrer poucos gols é fundamental nos torneios de mata-mata sob pena de não ter tempo suficiente para reagir como no duelo com o Santos.
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