Mané Garrincha não recebe o Flamengo desde 26 de março do ano passado
O estádio mais caro da Copa de 2014 virou oficialmente um elefante branco. Ou vermelho, se você preferir. Construído por 1,6 bilhão, o Mané Garrincha é, de longe, o estádio do Mundial há mais tempo sem receber uma partida de futebol. A última vez que a bola rolou na arena foi em 6 de maio, na finalíssima do Campeonato Candango — vitória do Brasiliense por 3 x 2 sobre o Ceilândia. Lá se vão 56 dias. Um levantamento do blog mostra ao fim deste post que todas as outras 11 arenas receberam ao menos uma partida de futebol no mês de junho.
A situação é tão crítica que a empresa Greenleaf, responsável pela manutenção do gramado, lamentou nas redes sociais que o campo esteja impecável para não receber jogos. O custo mensal com o Mané é de R$ 700 mil, mas o estádio está simplesmente com a agenda vazia. Não há previsão de jogos. Com a proibição da chamada venda do mando de campo no Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil (desde as oitavas de final), a previsão mais otimista é de que o estádio receba, em agosto, o duelo entre Flamengo e Paraná, pelas quartas de final da falida Primeira Liga (lembra-se dela?). O time carioca mandou os dois duelos da fase de grupos no Distrito Federal, contra Grêmio e América-MG. A diretoria pretende fazer o mesmo no mata-mata. O Fluminense também negocia mandar a sua partida na capital do país diante do Londrina. Como a dupla Fla-Flu também disputa a Copa Sul-Americana, há conversas em andamento.
O Distrito Federal tinha dois representantes na Série D do Campeonato Brasileiro. Porém, ambos querem distância do Mané Garrincha. Classificado para o mata-mata, o Ceilândia não abre mão de jogar no Abadião. Eliminado, o Luziânia só se exibe no Serra do Lago. O Cresspom, que disputa a Série B do Campeonato Brasileiro feminino, também não quer saber do estádio. Nem mesmo a Série B local, que começou na semana passada, prevê jogos no Mané Garrincha.
Além do Mané Garrincha, três arenas foram atingidas pelo veto à venda do mando de campo: as arenas das Dunas, Pantanal e da Amazônia. Porém, a bola continua rolando nas três. O América-RN manda as partidas da Série D na Arena das Dunas. Luverdense e Cuiabá usam a Arena Pantanal, respectivamente, nas séries B e C.
A Arena da Amazônia também se vira como pode. Na última quinta-feira, o estádio recebeu 25.371 torcedores na derrota do Iranduba para o Santos, por 2 x 1, pelo Campeonato Brasileiro feminino. A partida teve ingressos populares a R$ 10 (meia) e a R$ 20 (inteira).
Nos bastidores, o GDF, via Terracap, tenta acelerar o processo de licitação da parceria público-privada a fim de terceirizar a administração do estádio. O Correio revelou com exclusividade, em 12 de junho, quais são as duas empresas interessadas em assumir o estádio mais caro da Copa de 2014. Entretanto, o processo está longe de ser uma solução. Como todos sabiam desde a implosão do velho Mané Garrincha, Brasília tem o segundo maior estádio do Brasil, atrás apenas do Maracanã, mas faltam times com torcida para ocupar o elefante vermelho.
Último jogo: 6/5
Brasiliense 3 x 2 Ceilândia
Competição: Campeonato Candango
Último jogo: 16/6
Ceará 1 x 1 Luverdense
Competição: Série B
Último jogo: 18/6
América-RN 3 x 2 Sergipe
Competição: Série D
Último jogo: 20/6
Internacional 0 x 0 Paraná
Competição: Série B
Último jogo: 22/6
Corinthians 3 x 0 Bahia
Competição: Campeonato Brasileiro
Último jogo: 25/6
Cruzeiro 2 x 0 Coritiba
Competição: Campeonato Brasileiro
Último jogo: 25/6
Cuiabá 1 x 1 ASA
Competição: Série C
Último jogo: 25/6
Atlético-PR 4 x 1 Vitória
Competição: Campeonato Brasileiro
Último jogo: 25/6
Bahia 0 x 1 Flamengo
Competição: Campeonato Brasileiro
Último jogo: 29/6
Fluminense 4 x 0 Universidad Católica-EQU
Competição: Copa Sul-Americana
Último jogo: 29/6
Iranduba 1 x 2 Santos
Competição: Campeonato Brasileiro Feminino
Último jogo: 30/6
Náutico 0 x 1 CRB
Competição: Série B
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