Luiz Henrique é o escolhido por Dorival para formar o ataque com Rodrygo e Vini. Foto: Rafael Ribeiro/CBF
A opção do técnico Dorival Júnior por Luiz Henrique no ataque ao lado do falso nove Rodrygo e de Vinicius Junior para a partida desta sexta-feira contra o Equador pela sétima rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026 resgata uma tradição: a ponta direita é do Botafogo. Para os supersticiosos alvinegros, uma superstição.
Mané Garrincha, o maior ídolo do clube líder do Campeonato Brasileiro, era o dono da posição na conquista da primeira Copa do Mundo do Brasil, em 1958. Quatro anos depois, assumiu o protagonismo com a lesão de Edson Arantes do Nascimento, o Rei Pelé, e virou o cara no bicampeonato disputado no Chile. Fez de Amarildo, o Possesso, seu coadjuvante.
A escola de pontas direitas do Botafogo também brindou a seleção com Jairzinho naquele pedaço do campo na campanha do tricampeonato mundial, em 1970, no México. O Furacão da Copa balançou a rede em todas as seis partidas naquela edição e ajudou a bordar a terceira estrela ao lado das feras Carlos Alberto Torres, Gerson, Tostão, Pelé e Rivellino. Jairzinho voltou a ocupar a posição em 1974, novamente sob o comando de Zagallo.
Escalação
Alisson;
Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Guilherme Arana;
André, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá
Luiz Henrique, Rodrygo e Vinicius Junior
Em 1978, o técnico Cláudio Coutinho também tinha um ponta direita do Botafogo no elenco. Gil, popularizado como “Búfalo Gil”, era uma das opções do treinador na Copa do Mundo da Argentina. O apelido tinha a ver com a rapidez e o porte físico do craque nas disputas no mano a mano, um contra um, contra os marcadores.
Donizete, o Pantera, não disputou Copa do Mundo, mas foi o último ponta direita alvinegro escalado no ataque da Seleção. O sucesso da parceria com o centroavante Túlio Maravilha no Campeonato Brasileiro de 1995 fez com que Zagallo convocasse os dois para um amistoso contra a Argentina, no Monumental de Núñez, em Buenos Aires. Donizete fez o gol da vitória verde-amarela. Assim como no Botafogo, ele vestiu a camisa 9, e Túlio, a 7.
O Botafogo voltará a ter um ponta direita titular na Seleção depois de quase 30 anos. Luiz Henrique merece. A experiência do jogador de 23 anos nascido em Petrópolis (RJ) pesou na disputa com o jovem Estêvão de 17. “Muitos jogadores bons estão aqui e encaro isso com responsabilidade. Sei que sou capaz de dar o melhor e fazer coisas extraordinárias, como faço no meu clube”. afirmou na entrevista coletiva de quarta-feira, em Curitiba. Pressão para mim não vai ter. Vou o meu melhor e fazer de tudo para ajudar a Seleção”, promete.
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