Keno manteve o foco do Atlético-MG no Brasileiro após queda na Libertadores. Foto: Pedro Souza/Atlético
A vitória do Atlético-MG sobre o Internacional neste sábado foi importantíssima por pelo menos um motivo: a necessidade de dar uma resposta rápida ao baque da eliminação nas semifinais da Libertadores contra o Palmeiras na última terça-feira, no Mineirão. Parece bobagem, só que não. Na temporada passada, o então líder disparado São Paulo entrou em depressão justamente depois de uma eliminação na semifinal e deixou o Brasileirão escapar.
Eliminado pelo Grêmio no Morumbi no mata-mata da Copa do Brasil, o São Paulo virou o ano com sete pontos de vantagem no Brasileirão. A derrocada começou no jogo seguinte pela 28ª rodada. O tricolor paulista perdeu por 4 x 2 para o Bragantino e deu início a uma longa sequência de sete jogos de jejum — quatro vitórias e três empates. A abstinência devolveu Internacional e Flamengo à briga pelo título. O time carioca conquistou o bicampeonato e o São Paulo encerrou a competição em quarto lugar. Tudo depois do adeus a um mata-mata.
O Atlético-MG fez exatamente o contrário. Sofreu demais contra o ajustado Internacional, mas aproveitou o erro do técnico Diego Aguirre — fez apenas uma substituição contra cinco de Cuca — para fazer o mínimo necessário, ou seja, vencer por 1 x 0 graças ao gol salvador de Keno. O Galo teve o gás renovado enquanto o colorado definhava em campo.
Mais do que três pontos, o triunfo devolve a confiança ao Atlético-MG para tentar consolidar uma conquista tão importante. Nunca é demais lembrar que o Galo não é campeão brasileiro desde 1971. A taça encerraria 50 anos de fila. A folga também permitirá ao elenco focar na semifinal da Copa do Brasil. Campeão mineiro neste ano, o Galo pode repetir a tríplice coroa arrematada pelo arquirrival Cruzeiro na temporada de 2003. Questão, também, de vaidade.
A entrada do atacante Keno no lugar do volante Jair mostrou atitude ousada de Cuca em busca da vitória. O técnico sabia que o empate representaria mais um abalo psicológico ao Atlético e partiu em busca da vitória depois de ser pressionado pelo Internacional no primeiro tempo. Mais uma vez, coube a Hulk fazer a diferença. Foi dele o drible no volante Rodrigo Dourado e a assistência para Keno decidir a partida. O ponta vinha fazendo falta ao plano de jogo do Cuca.
Hulk tem oito gols e seis assistências no Brasileirão. No ano, 21 bolas na rede e 12 passes decisivos. O poder de decisão que faltou a Hulk na série semifinal da Libertadores contra o Palmeiras, inclusive desperdiçando pênalti e sendo dominado por Felipe Melo, não faltou na partida contra o Internacional. Hulk encontrou brecha onde aparentemente não havia.
Por mais que seja cedo para cravar o título, o desempenho do Atlético não indica desaceleração como a do São Paulo na temporada passada. O Galo tem 11 pontos à frente do vice-líder Palmeiras. Mais do que isso: acumula 15 jogos sem derrota no Brasileirão. É muita estabilidade em uma competição de regularidade. E muito pressão sobre dois concorrentes divididos entre a perseguição ao Galo e a decisão da Libertadores, em 27 de novembro. No caso específico do Flamengo, ainda há uma semifinal de Copa do Brasil para se preocupar. Mineiramente falando, o Atlético-MG está com a faca e o queijo na mão.
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