Libertadores mostra que Mundial de Clubes virou passeio para times ricos e organizados

Compartilhe
Palmeiras a caminho do hotel, em Doha. Foto: César Greco/Palmeiras


Obsessão dos times da Libertadores, o Mundial de Clubes da Fifa é realidade para 9 dos 12 gigantes do futebol brasileiro. São Paulo, Internacional, Santos, Corinthians, Atletico-MG, Grêmio e Flamengo participaram do torneio. Atual campeão da América do Sul, o Palmeiras é o nono passageiro. Apenas Botafogo, Cruzeiro e Fluminense ainda não participaram do torneio desde que a entidade máxima do futebol tomou a paternidade da competição, em 2000, e consolidou-se dono dela, a partir de 2005.

O embarque do Palmeiras para o Qatar indica uma tendência iniciada na temporada de 2017, com a mudança do calendário da competição para o ano inteiro — em vez do primeiro semestre — e posteriormente, em 2019, com a introdução da final da Libertadores em partida única em sedes itinerantes. O Grêmio levou a taça em 2017 graças ao tempo de trabalho de Renato Gaúcho. O River Plate também fez da estabilidade de Marcelo Gallardo trunfo para o título de 2018. Flamengo (2019) e Palmeiras (2020) apostaram na força de seus elencos.

A Libertadores tem cada vez menos espaço para campeões desajustados financeiramente ou com elencos limitados tecnicamente. Sim, o Santos quase ganhou a edição desta temporada mesmo acumulando uma pilha de boletos a pagar, mas essa não é a lógica da nova tendência. Quem não estiver organizado ficará para trás. Um dos favoritos, o Flamengo não soube lidar com a temporada turbulenta e perdeu o reinado na América do Sul.

Houve um tempo em que a Libertadores era mais acessível, tolerava surpresas. O Once Caldas arrematou o título em 2004. Deu LDU em 2008. Final entre San Lorenzo e Nacional do Paraguai em 2014. Independiente del Valle na decisão de 2015 contra Atlético Nacional. Lanús vice-campeão na edição de 2017.

Em 2019, o Palmeiras tinha o elenco mais caro da Libertadores. O Flamengo era o mais valioso na edição recém-encerrada. Ou seja, ambos inverteram papéis. O time carioca conquistou o título anterior e o Palmeiras, o atual. A grana pesou. Eliminado pelo alviverde nas semifinais, o River Plate ostenta o segundo elenco mais caro. Desbancado pelo Santos, o Boca Juniors, é o quinto. Vice em 2020, o Alvinegro Praiano é nono no ranking.

Siga no Twitter: @mplimaDF

Siga no Instagram: @marcospaulolimadf

Marcos Paulo Lima

Posts recentes

  • Esporte

Messi, Mbappé e Haaland: pretérito imperfeito, presente e futuro da Copa

New Jersey — A Copa do Mundo teve uma terça-feira de passado, presente e futuro…

21 horas atrás
  • Esporte

Meu personagem do dia 6: Mbappé, nascido para a Copa do Mundo

New Jersey — A França acaba de dar um recado às outras 47 seleções da…

1 dia atrás
  • Esporte

Federações blindam Samir Xaud em meio a crise política na Copa do Mundo

New Jersey — De um lado, a mobilização da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para…

2 dias atrás
  • Esporte

Podcast | Fast Foot #1: Carlo Ancelotti muda Brasil e sofre na estreia

Retomando uma tradição do Blog Drible de Corpo nas coberturas da Copa do Mundo, está…

2 dias atrás
  • Esporte

O alerta de 2010: Por que Ancelotti precisa ouvir Juan na Copa 2026

Aos 47 anos, Juan Silveira dos Santos é um peça importante no organograma da CBF.…

3 dias atrás
  • Esporte

Personagem do dia 5: o peso da moeda Lamine Yamal na Times Square

Perambulando por Nova York com meu tênis de andarilho, como diz a canção clássica do…

3 dias atrás