Quer ser campeão da Libertadores? Bola no John Kennedy, autor do gol do título inédito do Fluminense contra o Boca Juniors em 2023, no Maracanã. Quer evitar a eliminação precoce na fase de grupos em 2026? Bola no John Kennedy.
Ame ou odeie, o Menino de Xerém é o anjo da guarda tricolor e salvou novamente o time ao empatar o jogo contra o Independiente Rivadavia na Argentina pela quarta rodada da Libertadores. Pior do que voltar de lá com um ponto seria não levar nada na bagagem.
Hulk só estreia em julho no Fluminense, mas tira os concorrentes da zona de conforto. Não consigo imaginar o atacante de 39 anos jogando aberto pela direita, por exemplo, no papel de Canobbio, como atuou com Luiz Felipe Scolari na conquista da Copa das Confederações de 2013 e no quarto lugar na Copa de 2014. O gás acabou para fazer a recomposição.
Vejo Hulk disputando posição justamente com John Kennedy e Rodrigo Castillo. Se resistir até lá, Luis Zubeldia pode escalar Hulk em parceria com um dos dois no ataque tricolor. Por enquanto é tudo no campo das especulações em um Fluminense irreconhecível.
A escalação ofensiva estourou na defesa. O zagueiro Ignácio vacilou no lance do gol e Arce se antecipou a Freytes para colocar o Independiente Rivadavia na frente. O Fluminense só não levou mais porque Fábio vestiu a capa de super-herói.
Referência no ataque, Rodrigo Castillo não funcionou, mas ficou em campo até o fim. John Kennedy entrou no lugar do volante Hércules para balançar a rede em um chute de fora da área. Abaixo da crítica em uma noite terrível, Savarino e Canobbio saíram para as entradas de Soteldo e de Serna. Pouco influenciaram. Lucho Acosta, sim, devolveu a esperança de dias melhores nas últimas duas rodadas contra o Bolívar e o La Guaira, ambas no Rio.
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