O nome da felicidade de Fernando Diniz na campanha do título inédito do Fluminense na Libertadores de 2023 tinha quatro letras: Nino. O zagueiro era a referência da defesa tricolor em parceria com o experiente Felipe Melo. O jovem beque encerrou aquela temporada com cinco gols, um deles no torneio continental e duas assistências. Jogador importantíssimo naquele período.
Gustavo Henrique é o Nino do Fernando Diniz no Corinthians. O cara com quem o técnico pode contar na defesa alvinegra ao lado de Gabriel Paulista. O homem de confiança do técnico tem uma característica quase inegociável: qualidade no passe. Foram 27 no empate por 1 x 1 com o Independiente Santa Fe em Bogotá. Acertou todos! 100% de aproveitamento.
A precisão impressiona. Foram cinco acertos no campo do adversário e outros cinco no setor defensivo do Corinthians. Gustavo Henrique arriscou sete passes longos e simplesmente não errou. O “dinizismo” demanda esse tipo de precisão na entrega da bola.
Dos quatro gols de Gustavo Henrique no ano, três foram sob a batuta de Fernando Diniz. Dois contra o Independiente Santa Fe, em São Paulo e em Bogotá, e outro contra o Peñarol na Neo Química Arena. Ele também tem uma assistência para Raniele na estreia no torneio.
O sucesso de Nino na parceria com Fernando Diniz rendeu a venda para o Zenit São Petersburgo da Rússia por 5 milhões de euros no início da temporada de 2024. Gustavo Henrique já teve essa experiência. Retornou ao Brasil para ser feliz — e é candidato a ídolo da Fiel em uma posição pela qual passaram referências como o paraguaio Gamarra, Marcelo Djian, Fábio Luciano, Gil…
Nino degusta uma experiência que Gustavo Henrique viveu no Fenerbahçe e no Valladolid na Europa. Não creio em um novo anseio por retornar ao Velho Mundo. O momento é de curtir o carinho e o respeito da Fiel.
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