Joel Santana e o goleiro Eduardo recordam o dia em que Rogério Ceni fez seu único gol jogando no DF e colocou o Brasiliense na caderneta das vítimas

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O goleiro Rogério Ceni vai pendurar as luvas na noite desta sexta-feira, em sua casa predileta, o Morumbi, no amistoso entre os campeões mundiais de 1992 e 1993 contra os heróis do tri de 2005. Dos 131 gols marcados pelo maior artilheiro da posição na história do futebol (assista um a um no site do Correio), apenas um foi marcado no Distrito Federal. Em 30 de julho de 2005, o camisa 01 cobrou uma falta com perfeição no Estádio Serejão, em Taguatinga, no empate por 3 x 3 com o Brasiliense pelo primeiro turno do Campeonato Brasileiro.

Duas vítimas de Rogério Ceni naquele dia conversaram com o blog sobre aquela noite histórica: o técnico Joel Santana e o goleiro aposentado Eduardo Allax, que sofreu o gol do camisa 01 tricolor. “Na preleção, eu havia combinado com os meus marcadores que evitassem cometer faltas pertinho da nossa área, mas acho que ningúem ouviu. Quando eu vi o Rogério Ceni sair lá de trás caminhando e pegar a bola para bater uma falta, pensei comigo: ‘Estamos f…’. Não deu outra, cara. Ele chutou com tanta perfeição que até eu bati palmas escondido para o presidente (Luiz Estevão) não ver lá da tribuna”, revela o técnico Joel Santana. “Mas, tudo bem, ele era competente pra c… Ninguém teve culpa”, ri.

Eduardo Allax lembra de cada detalhe do jogo e do gol sofrido no Serejão. “O São Paulo estava no meio da disputa da final da Libertadores contra o Atlético-PR. Saímos do hotel e pegamos um engarrafamento na EPTG porque a torcida do São Paulo, aí em Brasília, estava louca para ver os caras. No jogo, cometemos uma falta perto da área, tudo o que o Joel Santana pediu para não acontecer. O Rogério bateu e não deu chance pra mim. Ele pega muito bem na bola. Sinceramente, eu não pude fazer nada. Pelo menos, nós empatamos com os campeões da América (3 x 3)”, pondera.

Fã de Rogério Ceni, o goleiro que sofreu o 47º gol da carreira do ídolo alfineta o alemão Neuer, eleito terceiro melhor jogador do mundo em 2014, ao exaltar uma revolução do mito tricolor. “Eu ficava bravo quando ouvia na Copa do Mundo alguns comentaristas dizerem que o Neuer estava revolucionando a posição de goleiro ao atuar como líbero. Sou ex-goleiro e posso falar: Isso começou com o Rogério Ceni. Ele é o melhor que vi jogar com os pés e elevou o nível de exigência da profissão. Se ele fosse mais novo, seria contratado para ser goleiro do Barcelona ou do Bayern de Munique por causa desse diferencial’.”

Marcos Paulo Lima

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