Hugo Moura fez o que o Vasco necessitava: cair na real e voltar a vencer

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O Vasco vivia um conto de fadas no palácio da Copa do Brasil até as badaladas do relógio no último sábado anunciarem o fim do encanto na eliminação diante do Atlético-MG, e o duelo com o Cuiabá dar o choque final de realidade nesta quinta-feira, em São Januário, em jogo atrasado válido pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro.

A realidade é não arrumar encrencas na última rodada em lutas insanas contra o rebaixamento, admitir uma campanha de meio de tabela na Série A e apostar no vai que cola na tentativa de terminar o Brasileirão o mais próximo possível da zona de classificação para a Libertadores ou a fase classificatória para a fase de grupos.

O vai que cola é a torcida por uma variedade de campeões capazes de aumentar a quantidade de vagas ao torneio continental. Todos os cinco candidatos a títulos de Copas estão à frente do Vasco no momento na classificação da Série A.

Daí a importância do gol do volante Hugo Moura na vitória contra o Cuiabá. Sair um gol em um gramado como o de São Januário é por si só um milagre. O Vasco só perdeu uma partida dentro do alçapão, mas alguém está se esforçando para sabotar o Vasco. Não há outra explicação.

Mais do que curar a ressaca da eliminação contra o Galo, o resultado relevante encerra a série de oito jogos sem vitória na temporada. Eram 53 dias de abstinência. O ídolo Philippe Coutinho esperou muito tempo pela primeira vitória no retorno ao Gigante da Colina. Jair voltou a jogar, outra boa notícia.

A sinceridade do técnico Rafael Paiva depois do jogo é bem-vinda. Em vez de brigar com o que disse o gramado, aceitou a vida como ela é. “O resultado era fundamental hoje, a gente tinha que ganhar o jogo de qualquer forma. Sabemos que ficamos muito aquém da nossa forma de jogar, de como a gente gostaria. A gente tinha quase certeza de que seria um jogo muito difícil emocionalmente, vínhamos de um peso do jogo do Atlético-MG, de ter tomado aquele gol no final que poderíamos segurar e ter levado para os pênaltis. A gente sabia que ia sofrer hoje. Não conseguimos encaixar o jogo, mas ganhar era o mais importante, 1 x 0 foi goleada para nós.”

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Marcos Paulo Lima

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