Pitbull (E), Chaves, Carvalhal (C) e Paulinho festejam a Taça da Liga em 2008. Foto: Arquivo/Cláudio Pitbull
Cláudio Mejolaro, o Cláudio Pitbull, tem história para contar como jogador comandado por Carlos Augusto Soares da Costa Faria Carvalhal – o Carlos Carvalhal – treinador português pretendido pelo Flamengo. Aposentado, o gaúcho de Porto Alegre revelado pelo Grêmio e com passagem por Juventude, Santos, Fluminense, Bahia e Porto é um dos heróis do único título da carreira do técnico português de 54 anos: a Taça da Liga na temporada de 2007/2008.
Era 22 de março de 2008. Cláudio Pitbull vestia a camisa 87 do Vitória de Setúbal na decisão contra o Sporting no Estádio Algarve, no Faro. O convite para a presença do brasileiro no time dos sonhos de Carvalhal havia sido feito em domicílio. “Ele é uma pessoal espetacular. Lembro-me que foi até a minha casa convencer de que eu tinha que fazer parte do projeto dele naquela temporada. Tenho carinho especial por ele”, conta Pitbull em entrevista ao blog.
O atacante pertencia ao Porto. O clube havia emprestado Pitbull para Al Ittihad, Santos, Fluminense e Acadêmica. Carvalhal gostava do atacante de 26 anos e conseguiu leva-lo para o Vitória de Setúbal. Tinha na cabeça o sistema tático 4-3-3. Queria o brasileiro como peça-chave. Pitbull não decepcionou. Fez oito gols em 36 jogos naquela temporada. Deu mobilidade ao ataque planejado por Carvalho atuando nas pontas ou no comando da linha de frente.
O Vitória de Setúbal terminou o Campeonato Português na sexta posição naquela temporada. Conseguiu vaga para a Copa da Uefa, atual Liga Europa. Chegou às semifinais da Taça de Portugal, equivalente à nossa Copa do Brasil. Deu adeus ao torneio ao perder por 3 x 0 para o Porto liderado à época por Jesualdo Ferreira. Mas foi longe na Taça da Liga.
Vitória de Setúbal e Sporting decidiram o título naquela temporada diante de 30.305 pagantes no Estádio Algarve. O time de Carlos Carvalhal segurou empate por 0 x 0 com o forte Sporting do colega Paulo Bento, que contava com Ânderson Polga, Romagnoli, João Moutinho, Miguel Veloso, Liédson, Izmaylov. Nos pênaltis, Cláudio Pitbull converteu a segunda das cinco cobranças do Vitória. Auri e Elias também. O Sporting só acertou duas e o Vitória conquistou o troféu.
“Ele (Carlos Carvalhal) é extremamente exigente. Gosta muito do futebol bem jogado, da posse de bola e de atacar. Tira o máximo do grupo, cobra muito. Basta ver o que faz no Rio Ave. Nós conseguimos bons resultados naquela época. Ficamos em sexto lugar na Liga (Campeonato Português), semifinais da Taça de Portugal e campeões na Taça da Liga. Assino embaixo se o Flamengo perguntar se deve contratar”
Cláudio Pitbull, sobre o histórico Vitória de Setúbal campeão da Taça da Liga na temporada 2007/2008
Iniciada na casa de Pitbull, a parceria com Carvalhal fez bem ao atacante. Ele foi eleito o melhor jogador da Taça da Liga naquela temporada. “Ele é extremamente exigente. Gosta muito do futebol bem jogado, da posse de bola e de atacar. Tira o máximo do grupo, cobra muito. Basta ver o que faz no Rio Ave. Nós conseguimos bons resultados naquela época. Ficamos em sexto na Liga, semifinais da Taça de Portugal e campeões na Taça da Liga”, orgulha-se Pitbull.
O ex-atacante não gosta de comparar estilos, mas aprova a possibilidade de o amigo Carlos Carvalhal suceder Jorge Jesus no Flamengo. “O que posso dizer é que eles têm a mesma filosofia, mas há diferença de um para outro. Assino embaixo se o Flamengo me perguntar se deve contratar, mas qualquer treinador que assumir o cargo sofrerá pressão absurda, é muito difícil igualar o que o Jorge Jesus realizou na passagem pelo Brasil”, diz.
Segundo Pitbull, uma das virtudes de Carvalhal é a atualização. “Ele estudou na Inglaterra, aprendeu muito lá (foi treinador do Sheffield United e do Swansea), escreveu livros. Na época do Vitória, gostava muito do 4-3-3 e variava muito o estilo conforme o jogo. Ele uma cultura grande (trabalhou na Grécia, Turquia, Inglaterra e no País de Gales) e sabe lidar com o jogador”.
O sucesso de Carvalhal na conquista da Taça da Liga poderia ter sido alcançado seis anos antes, quando levou o modestíssimo Leixões ao vice-campeonato da Taça de Portugal contra o Sporting. O gigante de Lisboa derrotou o time dele por 1 x 0, gol do centroavante brasileiro Jardel. Apesar da derrota, o desempenho foi incrível porque naquela época o Leixões disputava a terceira divisão do futebol português, perdeu o segundo título mais importante do país, mas carimbou vaga para a Copa da Uefa com o vice-campeonato no torneio nacional.
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