Verba para o futebol candango foi firmada no último dia 6 no BRB. Foto: Ascom/SEL
Em meio à indefinição sobre a retomada do Candangão, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, assinará na manhã desta quinta-feira, no salão branco do Palácio do Buriti, um pacote de bondade para o futebol profissional masculino e feminino; e amador da cidade. No último dia 6, a secretária de Esportes e Lazer (SEL), Celina Leão, e o presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa, firmaram parceria para aplicação de R$ 6 milhões até 2022. A verba será repassada à SEL e o órgão coordenará a divisão da verba. A pressão pelo investimento começou depois do anúncio da parceria da instituição financeira com o Flamengo, que renderá ao clube carioca no mínimo R$ 32 milhões por ano. Torcedores do Gama, o time mais popular da cidade, torceram o nariz para o contrato de uma estatal da capital com um time do Rio.
Neste primeiro ano do pacote, os maiores beneficiados pelo BRB serão Brasiliense e Gama, representantes do DF na edição deste ano da Série D do Brasileirão. O montante também será compartilhado com times do Candangão, Federação de Futebol, com possibilidade naming rights na versão de 2021 do torneio doméstico; as equipes de futebol feminino da cidade nas competições nacionais, como Minas e Real Brasília; e times amadores da capital.
O acordo atual era considerado irrisório pelos principais times da cidade. Dos 12 clubes da elite do futebol do DF nesta temporada, cinco toparam o modelo antigo com o BRB para a disputa do Candangão: Capital, Taguatinga, Paranoá, Luziânia e Unaí. Cada clube ganha R$ 6 mil por jogo. A contrapartida é usar a logomarca na camisa e exibir placas de publicidade.
O atual campeão Gama, o vice Brasiliense, Real Brasília, Sobradinho, Formosa, Ceilândia e Ceilandense abriram mão da verba por considerar o valor muito baixo. Gama e Brasiliense chegaram a ser parceiros do BRB quando figuraram nas principais divisões do país. Estima-se que Brasiliense e Gama recebam entre R$ 600 mil e R$ 800 mil cada um para a Série D. O reforço financeiro mensal no caixa seria de R$ 120 a R$ 160 mil.
Estamos fechando um acordo de patrocínio. O BRB já é o maior patrocinador do esporte do Distrito Federal. A gente montou, agora, uma plataforma voltada para o futebol de Brasília
Paulo Henrique Costa, presidente do BRB, em entrevista ao programa CB.Poder, em 13 de julho
O movimento por mais investimento para o futebol candango começou com a organização de um protesto da torcida organizada Ira Jovem do Gama. Indignada com o apoio do banco estatal ao Flamengo, a uniformizada ameaçou fazer manifesto em frente ao BRB. O protesto ganhou força, mais adeptos e repercussão nacional. Preocupado com os efeitos do ato, o governador Ibaneis Rocha delegou à secretária de Esporte Celina Leão a missão de abrir diálogo com os descontentes e traçar um plano de reconstrução do futebol local.
O Distrito Federal disputou a Série A do Brasileirão de 1999 a 2002 com o Gama; e em 2005 representado pelo Brasiliense. O alviverde conquistou a Série B em 1998. O Jacaré chegou à final da Copa do Brasil em 2002, ganhou a Série C no mesmo ano e a B em 2004. De 2014 para cá, a capital só participa da D — a quarta divisão é a última na hierarquia da CBF.
Na última terça-feira, os clubes agendaram por conta própria a retomada do Candangão para 8 de agosto, confirmando o que havia antecipado o blog na última segunda-feira. No entanto, falta autorização do Governo do Distrito Federal. A competição segue suspensa por decreto. Os treinos estão autorizados desde 26 de junho. Com o avanço da covid-19 no DF, Ibaneis Rocha resiste em assinar decreto para a retomada do torneio local, mas sofre pressão.
A FFDF estuda concluir o Candangão em municípios goianos e mineiros vizinhos da capital. A oficialização do apoio do BRB ao futebol local pode aproximar os dirigentes do governador, mudar o cenário e flexibilizar o reinício da competição.
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