Ano mágico de Gabigol termina com o prêmio de melhor jogador da América. Foto: Alexandre Vidal/Flamengo
Pela primeira vez, o Rei da América é um jogador do Flamengo. O jornal uruguaio El Pais anunciou na madrugada deste último dia do ano o resultado da 34ª edição da eleição de melhor jogador do continente. Herói rubro-negro na conquista do bi da Copa Libertadores da América com dois gols em três minutos entre dos 43 aos 46 do segundo tempo contra o River Plate, em Lima, no Peru, Gabriel Barbosa, o Gabigol, faturou o prêmio com 168 dos 372 votos (45%) seguido pelos companheiros de ataque Bruno Henrique (22%) e De Arrascaeta (11%). Curiosamente, o contrato de empréstimo do atleta da Internazionale ao Flamengo expira hoje e a conquista pode dificultar ainda mais as negociações para a permanência do ídolo no Ninho do Urubu. A única vez em que um jogador do clube havia conquistado prêmio semelhante faz 38 anos, quando Zico levou o Flamengo ao primeiro título na Libertadores. No entanto, a eleição foi promovida pelo jornal venezuelano El Mundo (1971 a 1985) até o El País inaugurar a versão mais tradicional e respeitada do continente.
O Brasil não faturava o prêmio mais importante da América do Sul desde 2017. Naquele ano, Luan do Grêmio, que acaba de se transferir para o Corinthians, recebeu a estatueta ao levar o Grêmio Internacional ao tri na Libertadores. Superou Paolo Guerrero do Flamengo. Com o resultado, o atacante do time carioca assume o trono no lugar de Pity Martínez, vencedor do prêmio em 2018.
Gabigol é o oitvavo brasileiro eleito Rei da América pelo El País. O jornal uruguaio promove a eleição desde 1986. Antes dele brilharam: Bebeto (1989), Raí (1992), Cafu (1994), Romário (2000), Neymar (2011 e 2012), Ronaldinho Gaúcho (2013) e Luan (2017) brilharam. O novo dono do trono tem 23 anos, foi artilheiro da Libertadores com 9 gols em 12 jogos em 2019; goleador do Campeonato Brasileiro com 25 bolas na rede em 29 exibições na Série A. Além disso, marcou sete vezes no Campeonato Carioca e dois na Copa do Brasil. O camisa 9 termina o ano com 43 gols e três títulos — Carioca, Brasileirão e Libertadores.
Entre os técnicos, Marcelo Gallardo faturou o prêmio pelo terceiro ano consecutivo. O comandante do River Plate teve 216 votos (58%), deixando para trás o português Jorge Jesus (36%), o espanhol vencedor da Copa Sul-Americana Miguel Ángel Ramírez (1,5%) e o campeão da Copa América Tite (1,5%) — único brasileiro na lista dos 10 melhores do continente.
O El País também divulgou a seleção do ano. O time ideal tem seis jogadores do Flamengo: Armani (River Plate); Rafinha (Flamengo), Rodrigo Caio (Flamengo), Pinola (River Plate) e Filipe Luís (Flamengo); Ignácio Fernández (River Plate) e Enzo Pérez (River Plate); Éverton Cebolinha (Grêmio), De Arrascaeta (Flamengo) e Bruno Henrique (Flamengo); Gabigol (Flamengo).
Entre os árbitros, o prêmio ficou com o chileno Roberto Tobar (57%). Ele apitou neste ano as finais da Copa América e da Copa Libertadores da América. Pitana (Argentina) e Roldán (Colômbia) completam o pódio. Quarto, Raphael Claus (4%) é o melhor brasileiro no ranking.
Na escolha popular, ou seja, apenas com internautas, Bruno Henrique seria o Rei da América e o português Jorge Jesus o melhor treinador da temporada 2019.
*Ao contrário do que foi publicado no post original, o Flamengo tem seis — e não sete — jogadores na sete jogadores na seleção ideal da América do Sul em 2019. O Everton escolhido é o Cebolinha, do Grêmio, não o Everton Ribeiro do Flamengo. Perdão aos leitores pela falha.
REIS DA AMÉRICA
2019: Gabriel Barbosa (Brasil/Flamengo)
2018: Gonzalo “Pity” Martínez (Argentina/River Plate)
2017: Luan (Brasil/Grêmio)
2016: Miguel Borja (Colômbia/Atlético Nacional)
2015: Carlos Sánchez (Uruguai/River Plate)
2014: Téo Gutiérrez (Colômbia/River Plate)
2013: Ronaldinho Gaúcho (Brasil/Atlético-MG)
2012: Neymar (Brasil/Santos)
2011: Neymar (Brasil/Santos)
2010: D’Alessandro (Argentina/Internacional)
2009: Juan Sebastián Verón (Argentina/Estudiantes)
2008: Juan Sebastián Verón (Argentina/Estudiantes)
2007: Salvador Cabañas (Paraguai/América-MEX)
2006: Matias Fernández (Chile/Colo Colo)
2005: Carlitos Tévez (Argentina/Corinthians)
2004: Carlitos Tévez (Argentina/Boca Juniors)
2003: Carlitos Tévez (Argentina/Boca Juniors)
2002: José Cardozo (Paraguai/Atlas)
2001: Juan Roman Riquelme (Argentina/Boca Juniors)
2000: Romário (Brasil/Vasco)
1999: Javier Saviola (Argentina/River Plate)
1998: Martín Palermo (Argentina/Boca Juniors)
1997: Marcelo Salas (Chile/River Plate)
1996: José Chilavert (Paraguai/Vélez Sarsfield)
1995: Enzo Francescoli (Uruguai/River Plate)
1994: Cafu (Brasil/São Paulo)
1993: Valderrama (Colômbia/Junior Barranquilla)
1992: Raí (Brasil/São Paulo)
1991: Oscar Ruggeri (Argentina/Vélez Sarsfield)
1990: Raúl Amarilla (Paraguai/Colômbia)
1989: Bebeto (Brasil/Vasco)
1988: Rúben Paz (Uruguai/Racing)
1987: Valderrama (Colômbia/Deportivo Cali)
1986: Alzamendi (Uruguai/River Plate)
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