Função de Éverton Ribeiro contra o Santos pode virar chave para reinvenção do Flamengo

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O Flamengo dá pinta de que está voltando ao seu campeonato. Na terceira vitória contra o Santos na Vila Belmiro em três edições consecutivas do Brasileirão (uma raridade!), o time contou com gols de Pedro e Gabriel Barbosa, dois noves que os teimosos técnicos rubro-negros teimam em não transformar em par de ataque definitivo. Por sinal, Dorival Júnior fez algo semelhante no próprio Peixe. Escalou Gabigol e Ricardo Oliveira juntos.

Mas por enquanto, a prioridade é outra. O Flamengo venceu a terceira partida consecutiva sob nova direção. Ganhou do América-MG, Deportes Tolima e Santos em oito dias. Bom para devolver a confiança a um elenco abalado por duas derrotas para o Atlético-MG.

Outro dado importante: a defesa rubro-negra sofreu apenas um gol nas três partidas. Sofreu pouco diante do América, muito na casa do Tolima e mostrou o mínimo de segurança para ser vazado apenas na cobrança de falta de Vinícius Zanocelo com falha do goleiro Santos.

Chama a atenção a inquietação de Dorival Júnior para reciclar jogadores importantíssimos para o segundo semestre. Éverton Ribeiro, por exemplo, atuou como meia direita. Thiago Maia fez o papel de primeiro volante e Victor Hugo zelava pela construção e proteção do lado esquerdo. O capitão teve muita liberdade para tramar os lances por dentro em cima de Auro. Acionado por Marinho, foi à linha de fundo e cruzou para Pedro abrir o placar. Houve tramas interessantes com Matheuzinho também naquela banda.

A possibilidade de Éverton Ribeiro atuar por dentro pode virar chave para a reinvenção do Flamengo. Abre a possibilidade da escalação de um ponta-direita, por exemplo. Marinho Matheus França bem naquele pedaço do campo. Gabigol também. No caso específico do camisa 9 naquela banda, cria-se espaço para o centroavante Pedro entrar no time. Uma peça pode destravar caminhos para Dorival Júnior colocar seus planos em prática. Guardadas as devidas proporções, o meio de campo histórico do Barcelona tinha Busquets, Xavi e Iniesta. Logo, por que não João Gomes, Everton Ribeiro e Arrascaeta por dentro, Gabigol na direita, Pedro centralizado e Everton Cebolinha na esquerda mais à frente?

Reinvenções à parte, o Flamengo continua cometendo um pecado independentemente do técnico: perde gols demais, principalmente,  quando abre o placar. O jogo estava tão fácil e o Santos tão entregue que o time rubro-negro teve pelo menos duas oportunidades claras de resolver a partida em 45 minutos no alçapão. Desperdiçou e quase custou caro.

Dorival Júnior mostrou que estava a fim de ganhar o jogo e rapidamente acionou a tropa de elite. Intimidado desde o check-in na Vila Belmiro, Gabigol atualizou a carteirinha de freguês do time que o revelou e decidiu a partida com um belo chute de perna canhota aproveitando rebote. Provocou, ameaçou tirar a camisa para ser expulso, mas não passou de pegadinha.

Aos supersticiosos e homens de pouca fé de plantão, a diferença do líder Palmeiras para o Flamengo é de oito pontos. E oito é um número cabalístico na relação entre os dois times. em 2018, quando o Brasileirão parou para a Copa, o líder Flamengo tinha oito pontos a mais que o Palmeiras, tomou a virada e o alviverde levou a taça. No ano seguinte, na edição seguinte, Jorge Jesus assumiu o Flamengo  oito pontos atrás do Palmeiras, deu o troco e levou a equipe carioca ao título. Portanto, tudo é possível ao que crê.

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Marcos Paulo Lima

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