Blog Drible de Corpo

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Marcos Paulo Lima

Análises, opinião e lembranças do arco-da-velha sobre o futebol. 5.134 publicações

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Forte União projeta salto de até 54,8% na receita de clubes da Série B

Novo modelo de divisão da arrecadação pode elevar a cota dos clubes ligados ao Condomínio Forte União (CFU) de R$ 15,5 milhões para até R$ 24 milhões em 2027

A divisão exata da receita do CFU para 2027 depende da conclusão desta temporada do Brasileirão. Foto: Divulgação/CFU

Os clubes da Série B do Campeonato Brasileiro vinculados ao Condomínio Forte União (CFU) projetam um salto financeiro expressivo a partir de 2027, impulsionados pela entrada em vigor do novo modelo de divisão dos direitos de transmissão e comerciais do bloco.

Segundo dados internos do Condomínio Forte União que começam a ser passados aos associados e aos quais o blog teve acesso, o faturamento individual de cada clube pode saltar do patamar de R$ 15,5 milhões em 2026 para até R$ 24 milhões em 2027. Esse avanço representa uma valorização de até 54,8% em um intervalo de apenas 12 meses.

A grande alavanca desse crescimento é a aplicação da chamada regra 85/15. Esse dispositivo determina que 15% de toda a receita gerada pelo grupo para as duas principais divisões do futebol nacional seja destinada exclusivamente às equipes da segunda divisão.

O valor exato repassado a cada clube dependerá da proporção de clubes do bloco em cada divisão. Em um primeiro cenário, considerando 11 equipes na Série A e 13 na Série B, o repasse anual será de R$ 22 milhões por time em 2027, um aumento de 41,9%.

Na projeção mais favorável, com 12 clubes em cada divisão, a cota atinge R$ 24 milhões por time, gerando um acréscimo de R$ 8,5 milhões para os cofres de cada participante da segunda divisão em relação ao ano anterior.

Na avaliação da CFU, a expansão consolida um ciclo contínuo de valorização com início em 2024, quando o valor mínimo garantido por clube foi de R$ 10 milhões, subindo para R$ 14 milhões em 2025 antes de chegar à cota de referência de R$ 15,5 milhões em 2026.

Para os anos seguintes, os cálculos indicam trajetória ascendente na arrecadação, podendo alcançar entre R$ 25,5 milhões e R$ 26,9 milhões por time em 2028. Em 2029, a receita projetada oscila entre R$ 28,2 milhões e R$ 29,7 milhões por clube, deixando a fatia individual de cada equipe da Série B muito próxima da marca de R$ 30 milhões.

As projeções financeiras trabalham com premissas consideradas conservadoras. Os cálculos levam em conta os contratos de mídia e de placas publicitárias firmados até 2029, aplicando unicamente o reajuste inflacionário para os anos de 2028 e 2029 na Série B.

Como as estimativas do grupo não incorporam eventuais novas negociações ou ganhos comerciais futuros, o faturamento real dos clubes pode ser maior no próximo ciclo.

CLUBES VINCULADOS AO CONDOMÍNIO FORTE UNIÃO

SÉRIE A
Athletico-PR, Atlético-MG, Botafogo, Chapecoense, Corinthians, Coritiba, Cruzeiro, Fluminense, Internacional, Mirassol e Vasco.

SÉRIE B
América-MG, Athletic, Atlético-GO, Avaí, Botafogo-SP, Ceará, CRB, Criciúma, Cuiabá, Fortaleza, Goiás, Juventude, Londrina, Novorizontino, Operário-PR, Ponte Preta, Sport e Vila Nova.

SÉRIE C
Amazonas, Figueirense e Ituano

SÉRIE D
CSA e Tombense