MPDFT apura possível superlotação no clássico disputado no Mané. Foto: Paula Reis/Flamengo
A controversa terceirização da operação do clássico contra o Botafogo na Arena BRB Mané Garrincha, em Brasília, rendeu ao mandante Flamengo R$ 800 mil líquido da renda bruta de R$ 4.800.370. É o que mostra boletim financeiro da partida ao qual o blog teve acesso. Além do cachê, o clube carioca teve direito a voo fretado, hospedagem e alimentação. A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ) teve direito a R$ 451.987 — R$ 225.993,50 a quem direito de acordo com o regulamento do Campeonato Brasileiro e outros R$ 225.993,50 pela liberação, uma espécie de pedágio pela transferência da partida da Cidade Maravilhosa para Brasília. O gramado passa por obras e não tinha condição de receber o jogo disputado no último domingo.
Como o jogo foi disputado na capital do país, a Federação de Futebol do Distrito Federal recebeu 5% da renda bruta, ou seja, R$ 225.993,50. Esse também foi o valor estipulado pela Arena BSB pela taxa de ocupação do estádio. O borderô diz que o aluguel do campo custou R$ 225.993,50 — uma das taxas mais baixas desde que a concessionária assumiu o complexo, em fevereiro de 2020. Praticamente metade do que foi cobrado, por exemplo, na Supercopa do Brasil daquele ano entre Flamengo e Athletico-PR. A locação do campo custou à época R$ 519.663,20 aos cofres da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
O documento diz, ainda, que foram colocados à venda 54.981 ingressos na vitória do Botafogo sobre o Flamengo por 1 x 0. Segundo a prestação de contas, todos os tíquetes foram comercializados. Do total, 4.675 foram cortesias. O último jogo de grande apelo no Maracanã teve 2.528 gratuidades no empate por 0 x 0 entre Flamengo e Palmeiras. Especialistas presentes no Mané Garrincha consultados pelo blog apontam público superior à quantidade de entradas vendidas. A estimativa é de havia de 5 mil a 7 mil pessoas a mais do que a carga oficial disponível para compra.
Prova disso é que a Polícia Militar precisou liberar o espaço que dividia as torcidas para comportar torcedores do Flamengo que não paravam de chegar. Torcedores reclamam que não havia como acessar seus assentos e que a maioria ficou de pé em escadas e corredores. O Ministério Público investigará indícios de superlotação no Mané Garrincha.
Outro valor especificado no boletim financeiro chama a atenção: a chamada despesa com a operação do jogo. O borderô aponta custo de mais de um milhão. Para ser preciso, R$ 1.289.000. Apesar do preço elevado, o blog recebeu denúncias de que catracas não funcionaram, as federações do DF, Rio e a Arena BSB não tiveram acesso ao controle de entrada do público e de que profissionais contratados apenas rasgavam em vez de queimar, ou seja, tornar inválido, o ingresso de quem tinha acesso ao estádio.
A concessionária que administra o Mané Garrincha entrou em contato com a reportagem depois da publicação deste post para informar “que as catracas do Estádio Nacional estavam tecnicamente aptas a operar no jogo Flamengo x Botafogo”. Acrescenta, ainda, sobre a operação, que “a decisão de utilizar um sistema alternativo foi exclusivamente da etiqueteira envolvida“, afirmou o CEO da Arena BSB, Richard Dubois.
Balanço de ingressos vendidos segundo o borderô
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